Você é MINIMALISTA?

Simplificar a vida e se concentrar no mais importante é a essência no estilo de vida minimalista. Isso significa não acumular objetos, organizar a bagunça, descomplicar a rotina e ter tempo para fazer o que gosta e conviver com pessoas queridas. No minimalismo, movimento inspirado nas artes, a ideia é viver com menos.

Você já se deu conta de que pode viver com muito menos coisas ao seu redor? Menos coisas na sua sala, no seu quarto, no seu armário, na sua bolsa, e até mesmo na sua vida? Pois é! A gente pode sim viver com menos, ou com o essencial.

Existem pessoas que guardam em seus armários e até carregam em suas bolsas maquiagens vencidas, bijuterias que não usam e em casa não querem jogar fora os jogos de tabuleiro que estão faltando peças, roupas de pelo menos dez anos atrás e que não servem mais, livros que já leram, releram e até estão soltando folhas, enfim. Não se desfazem de nada, sempre com aquela velha desculpa: “Um dia pode me servir, me ser últil.” Será?!

Acumuladores vivem presos e não são felizes

Para a Comunicadora Social Fernanda Marinho de 36 anos o minimalismo apareceu quando precisou ir morar de volta com sua mãe. Como o espaço era pequeno, teve que se desfazer de muitas coisas que comprou e até mesmo ganhou.

“Comecei um longo processo de avaliar cada coisa que tinha, e fui doando roupas, jogando alguns outros objetos fora (pois o que não serve pra mim, pode não servir para outros, por ser tão velho, quero enfatizar). E fui deixando algumas pessoas felizes ao doar, fui liberando espaços no meu ambiente e te garanto: me senti bem melhor! E ao perceber que, com menos coisas acumuladas em minha volta, meu dia a dia se tornava mais fácil, e fui me adaptando ao minimalismo e passei a aplicá-lo em casa e em todas as áreas da minha vida. Fui percebendo que ter a liberdade de sair de um emprego que não me faça bem, por exemplo, é mais importante que ter um salário fixo para gastar com objetos e coisas. A faxina também se estendeu à minha vida digital: saí de grupos de whatsapp e não fico mais conectada o dia todo”, conta Fernanda.

Jogue fora o que não faz mais sentido na sua vida, no seu espaço

De acordo com os escritores Joshua Fields Millburn e Ryan Nicodemus, autores do documentário Minimalism: A Documentary About the Important Things (“Minimalismo: um documentário sobre as coisas que importam), que retrata a vida de pessoas que vivem apenas com o essencial. “Com menos importância para o material, podemos abrir espaço nas nossas vidas para o que realmente importa”, comenta Ryan, um ex-publicitário bem-sucedido, mas que chegou ao limite de estresse quando foi escalado para vender celulares para crianças de cinco anos. O americano então vendeu 80% das coisas que tinha acumulado, como carros de luxo, roupas de marca, um apartamento espaçoso, demitiu-se e criou o blog The Minimalists com o amigo Joshua, ex-empresário que mudou de vida depois da morte da mãe.

Ryan explica que o minimalismo não é uma “competição” sobre quem tem menos coisas. “Ao contrário, queremos mais: mais tempo, mais espaço, mais paixão, mais experiências. Limpamos a bagunça do caminho da vida para sermos mais livres.”

Joshua depois que ele vendeu 80% do que tinha, vive super feliz!

A palavra “minimalismo” surgiu de movimentos artísticos do século 20 que seguiam como preceito o uso de poucos elementos visuais, e, aos poucos, foi migrando para o campo do social. “Enquanto expressão comportamental da sociedade, o minimalismo é um reflexo de movimentos contraculturais anteriores, como o punk e o hippie, que questionaram a sociedade de consumo e seus excessos”, explica o pesquisador em cultura e comunicação Marcelo Vinagre Mocarzel, professor da Universidade Federal Fluminense.

Diferente dos contraculturais, contudo, os minimalistas não buscam construir uma sociedade alternativa. “Os minimalistas têm buscado combater o consumismo por dentro do sistema. Isso quer dizer que eles trabalham, se vestem normalmente e até consomem.”
“Em certa medida, os minimalistas se aproximam mais dos capitalistas clássicos descritos por Max Weber: capitalismo não é o problema para eles, mas sim esse capitalismo selvagem ancorado na ostentação e no desperdício”, aponta.

De acordo com a escritora americana Francine Jay, autora de Menos é Mais: um guia minimalista para organizar e simplificar sua vida. O minimalista valoriza as experiências e dá menos importância às posses materiais. Ter dinheiro, ser próspero, faz sentido, mas sem essa necessidade de ter coisas que jamais irá usar, de ter objetos apenas para ostentar. Ter dinheiro para se manter e para fazer o que se gosta fora do desperdício faz de você uma pessoa realmente feliz e livre.

E aí?! Você é minimalista ou não? Faz sentido, você acumular tantas coisas? É sempre bom se questionar e avaliar nossa forma de vida! Precisamos viver e melhor e sermos pessoas melhores! Experimente ter medos coisas e mais qualidade de vida!

Uma boa semana pra vocês e vamos ser livres! Eu acredito em você!

Por

* Radialista, Fotógrafa e Palestrante Motivacional.

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