Touro da B3 é removido após determinação da Prefeitura de SP

Além da ordem de remoção, os integrantes da CPPU também decidiram que a escultura não tem licença para estar no local, e que possui caráter publicitário

A escultura do “Touro de Ouro”, que ocupou a frente do prédio da bolsa de valores B3 desde o último dia 16, foi removida na noite desta terça-feira (23) no Centro de São Paulo.

A retirada foi feita após determinação da Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU), órgão ligado à Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL) de São Paulo.

Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram o touro dourado embalado em sacos de plástico sendo levantado por um guindaste de um caminhão.

Além da ordem de remoção, os integrantes da CPPU também decidiram que a escultura não tem licença para estar no local, e que possui caráter publicitário. Por isso, a B3 receberá multa por infringir os artigos 39 e 40 da Lei Cidade Limpa, que dizem respeito às infrações e penalidades.

De acordo com a legislação, em caso de infração, os responsáveis estão sujeitos à multa de R$ 10 mil por anúncio irregular com até 4m², e acréscimo de R$ 1 mil por m² que ultrapasse essa área. O valor final da multa será definido pela Subprefeitura da Sé.

“Diante da decisão da CPPU, a B3 e a Dmaisb, empresa responsável pelo desenvolvimento do projeto da escultura Touro de Ouro, removeram a obra do local instalado ainda na noite de terça-feira, horas após a decisão da CPPU”, informou a bolsa de valores em nota.

A polêmica do touro

Inaugurado no último dia 16 de novembro, a versão brasileira do “Touro de Ouro” foi inspirado na estátua “Charging Bull”, que está em Wall Street, rua de Nova York que concentra as principais bolsas de valores dos Estados Unidos.

O símbolo do touro se refere a um termo utilizado para tratar da situação na qual o mercado de ações está em alta – o chamado “bull market”.

A B3 informou que a estátua é uma parceria com o economista Pablo Spyer e o artista plástico Rafael Brancatelli. Spyer publicou o vídeo da remoção em seu Twitter.

A instalação do touro no centro paulista gerou protestos de movimentos sociais. No dia 17 de novembro, manifestantes realizaram uma manifestação contra a fome colando cartazes na estátua, que também teve a lateral pichada com tinta preta.

Nas redes sociais, o grupo de manifestantes divulgou nota afirmando que a escultura é símbolo da “fome, da miséria e da superexploração do trabalho”.

“O que para eles simboliza a força do mercado financeiro, para nós é um símbolo da fome, da miséria e da superexploração do trabalho. Assim como o Touro de Wall Street é alvo de trabalhadores e trabalhadoras que resistem, aqui o Touro de Ouro também será”, disseram na nota.

Os funcionários da limpeza urbana de São Paulo retiraram os papéis e fizeram a limpeza da escultura.

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