Tênis: com a Bênção de Guga

Novak Djokovic, o principal tenista em atividade – e número um do mundo –, completou neste domingo (5/6) sua valiosa e sonhada coleção de Grand Slams, ao vencer pela primeira vez em Roland Garros, o aberto da França. Com o triunfo por 3 sets a 1 sobre o escocês Andy Murray, o sérvio conquistou o único dentre os quatro principais torneios do tênis que lhe faltava. Além do torneio Francês, a chamada Copa dos Mosqueteiros, compõem o “Career Slam” os abertos da Austrália, dos Estados Unidos (US Open) e da Inglaterra (Wimbledon). Djoko, ou Nole como é conhecido, é agora, simplesmente, o atual campeão de todos eles.

O 12º título de Grand Slam da carreira de Djokovic foi sem dúvida o mais esperado. Os três vice- campeonatos (2012 – Nadal; 2014 – Nadal e 2015 – Wawrinka) pressionaram o sérvio, que mesmo com a ausência da lenda do saibro francês – Rafael Nadal , com nove títulos – e do maior vencedor de Grand Slams – Roger Federer, com 17 – na atual edição do torneio, tinha pela frente o número dois do mundo, adversário e que o batera há vinte dias, na final de Roma, no mesmo piso.

djokoNo começo parecia que a história das últimas três finais de Roland Garros se repetiria e que quem ergueria a Copa dos Mosqueteiros seria Murray, que fechou o primeiro set em 6/3. Djoko, no entanto, se recuperou, lembrou quem era e qual era sua missão: ratificar de vez seu nome na galeria dos melhores de toda a história. Voltou arrasador e implacável, não deu mais chances ao rival e aplicou 6/1, 6/2 e 6/4 para virar o jogo e comemorar o feito histórico.

Na celebração Nole lembrou e homenageou o tricampeão do torneio Gustavo Kuerten (1997, 2000 e 2001), que ao virar e vencer uma partida na campanha de seu último título do aberto, desenhou um coração gigante na quadra e se deitou dentro dele, em gratidão à torcida. O sérvio pediu a bênção do brasileiro e repetiu o gesto imortalizado, levando ao delírio o público que lotou a quadra central do complexo esportivo, Philippe-Chatrier, e o próprio Guga, que presente na tribuna não conteve as lágrimas. Misto de nostalgia e felicidade.

Sobre o Guga

Gustavo Kuerten é um dos grandes personagens de Roland Garros, o tenista brasileiro, ex-número 1 do mundo, venceu três vezes o aberto francês e seu carisma o transformou em ídolo local e presença indispensável nas finais do torneio. Djoko cumpre a meta, vence seu último Grand Slam e agora foca nos próximos objetivos: defender o título de Wimbledon, daqui a duas semanas, e buscar o também inédito ouro olímpico no Rio, em agosto, bem perto de nós. Sorte a nossa e azar dos adversários.

Foto: Reuters

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