Sucesso da Semana do Livro Nacional garante próxima edição

Período de eventos simultâneos pelo país, organizados por autores brasileiros, terá edições anualmente para incentivar a leitura dos livros nacionais

Entre os dias 20 e 28 de julho ocorreram, em vários estados brasileiros, os eventos da Semana do Livro Nacional. Os encontros aconteceram tanto em lugares físicos, como na Casa da Leitura – (PROLER) no Rio de Janeiro, quanto na internet, em que leitores e autores trocaram ideias via Twitter durante toda a semana.

E o jornal O Estado RJ cobriu o evento do Rio de Janeiro, que contou com a presença de vários autores.  Houve ainda três mesas de debates, com cerca de dez participantes cada uma.

Entre os autores que participaram do evento estava o escritor, jornalista e dramaturgo Edson Gomes, que falou com exclusividade sobre o projeto da Semana do Livro Nacional e sua motivação em participar. O autor, que teve a primeira edição de seu romance de mistério sobrenatural ‘Psíquico’ esgotada, disse que, além da ideia de criar eventos literários simultâneos pelo país ser muito boa, um dos principais objetivos foi de alcançar o reconhecimento do trabalho de escritor e diminuição do preconceito que existe em relação a literatura nacional.

Opções variadas de livros

O que não faltou no evento carioca foram opções de livros, que iam desde o escrito pelo apresentador e roteirista do programa ‘Não Conta Lá Em Casa’ do Multishow, André Fran, até os juvenis, que incluíam a autora Patrícia Barboza, que participou da antologia das princesas que conta com nomes nacionais e internacionais, como Meg Cabot.

Sobre os eventos da Semana do Livro Nacional, o autor Edson Gomes falou que o primeiro passo é sempre o mais difícil. “Passo este, bem dado, os próximos serão mais elaborados e quem sabe, terá mais visibilidade”, comenta. Mesmo que não tenha tido grande visibilidade apesar da proporção nacional e do sucesso da semana, foram poucos na imprensa nacional que deram destaque ao evento, a organização do evento divulgou a data da próxima semana que será de 19 a 27 de julho de 2014.

O evento no Rio teve a participação de autores cariocas e também de fora, como Janaína Rico, autora e idealizadora da iniciativa Eu Leio Brasil, que veio de Brasília. Ela, junto com a idealizadora da Semana do Livro Nacional, Josy Stoque, fez a semana acontecer com a ajuda de vários colegas escritores, como Roxane Norris, organizadora do evento em Niterói, um dos que abriram a semana.

Grandes discussões na mesa

Antes das mesas de debates aconteceu uma oficina sobre Mercado Editorial com autora de vários livros juvenis e romances para jovens adultos Lycia Barros. A autora, junto do ator, blogueiro e estudante de jornalismo Alexandre Nunes, passou várias dicas, não somente de como funciona o mercado, mas também sobre o que os autores podem fazer para se destacarem. Lycia também falou sobre o uso correto do trabalho de assessoria de imprensa, entre outras coisas.

Já na primeira mesa de debate os autores falaram da importância da leitura. Participaram da mesa Bianca Carvalho, Camille Thomaz, Marco de Moraes, entre outros. A questão de como incentivar a leitura foi o principal tema do debate, onde vários autores falaram da importância de se começar a ler algo que seja de interesse do leitor, e não algo obrigado.

Nesse sentido, uma crítica foi feita pelo fato de escolas forçarem alunos de ensino médio, por exemplo, a lerem clássicos que estão além de seu desenvolvimento intelectual, o que acaba atrapalhando ao invés de despertar o interesse pela leitura.

Marco de Moraes, autor do livro de literatura fantástica ‘Presas’, definiu bem a questão ao dizer que dar clássicos para quem não tem o hábito de ler seria o mesmo que ensinar alguém a dirigir emum carro de fórmula 1.

Enquanto isso, a segunda mesa de debate falou sobre o que seriam os Modismos Literários. Um tema interessante para ser esclarecido já que muitos leigos acham que seguir um estilo ou uma escola literária, é o mesmo que aderir a moda.  Um dos exemplos mencionados durante a mesa foi sobre escrever histórias de conteúdo erótico, assim como as de tema sobrenatural vampiresco.

Dois estilos que podem parecer um modismo, mas que na verdade fazem parte da literatura mundial há muito tempo. Participaram do debate escritores de drama realístico até literatura fantástica, como Silvia Fernanda, Monique Lavra, Márcia Rubim, Cris Motta, Roxane Norris, e outros.

Muito se falou durante a mesa e os autores concordaram que o importante é escrever algo que gostem, e não optarem por um tema. Já a mesa de debate que fechou o evento focou o assunto na iniciativa de Janaína Rico, Eu Leio Brasil, a qual participou da conversa junto dos autores Maurício Gomyde, André Fran, Patricia Barbosa, Tammy Luciano, Adriana Brazil, Maribell Azevedo e Luciane Rangel.

Um dos principais assuntos foi as injustas comparações feitas entre os livros nacionais e estrangeiros. O autor Maurício Gomyde, que veio de Brasília para participar do evento, falou da importância de pensar sempre que há livros ruins e bons, não importa a nacionalidade. Afinal os estrangeiros que chegam ao Brasil são os que deram certo em seu país de origem.

Já Tammy Luciano disse adorar nossa literatura e que realmente só lê livro nacional. Depois, aautora Janaína Rico, emocionada, agradeceu durante a mesa a todos os presentes e aos apoiadores. Como balanço geral, a organização da Semana do Livro Nacional ficou feliz com o resultado e agradecida por todo o apoio recebido.

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