SP:Ações sociais ajudam moradores de rua a enfrentar o frio

Na estação mais fria do ano, a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo, conta com a ajuda de projetos sociais que auxiliam moradores de rua com doações de roupas, cobertores e alimentos

O inverno nem chegou e as temperaturas já estão baixas em São Paulo. É nessa época do ano que as pessoas que moram nas ruas mais sofrem com os dias e noites de frio intenso. A Operação Baixas Temperaturas, realizada pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social acolhe essas pessoas quando os termômetros atingem 13ºC ou menos  e intensifica o atendimento aos moradores das ruas.  Segundo o Portal da Secretaria, são 79 centros de acolhida espalhados por toda a cidade.

Foto de projeto Kombosa Solidária

Foto de projeto Kombosa Solidária

Muitas vezes esses centros ou albergues não dão conseguem atender a  tantas pessoas, e com isso a Prefeitura e a Secretaria contam com a ajuda de pessoas, ONGs e projetos. Gustavo Haidar, 26, estudante de Marketing, é o idealizador de um dos tantos projetos que São Paulo tem, para ajudar não só moradores de rua, mas também crianças carentes e idosos em asilos.  O projeto Kombosa Solidária surgiu em 2013, quando Gustavo se viu em um inverno intenso e pensando como as pessoas em situação de rua enfrentariam aquela noite friorenta. Acompanhe a entrevista exclusiva que ele concedeu ao O Estado RJ.

O Estado RJ – Como é o trabalho da Kombosa Solidária?

Gustavo Haidar – O projeto Kombosa Solidária é uma organização sem fins lucrativos onde nos mobilizamos através das redes sociais, criando eventos e indo atrás de parcerias, para coletar as doações não só de roupas, mas, também de alimentos. Focando nos moradores de rua com ações mensais, fazemos comida com doações que recebemos para entregar a essas pessoas. Sabemos que a Prefeitura faz esse tipo de trabalho, mas é bem carente. Definimos uma data no mês para a entrega e convidando as pessoas para participar dessa entrega.

OERJ – Quais outros tipos de ajuda a Kombosa faz, além dos moradores de rua?

G.H. – Fazemos visitas em orfanatos, CDHU, creches e casas de repouso. Já fizemos uma oficina de artes com a criançada e com os velhinhos, mas nunca esquecendo os moradores de rua, principalmente em julho e agosto que são os meses que eles mais precisam da nossa ajuda, pois eles sofrem bastante nessa época.

OERJ – Como o projeto se sustenta?

G.H. – Desde o começo com as doações de amigos e de outras pessoas. A maior das doações que recebemos são bens materiais como mantimentos, cesta básica, roupas em geral, calçados, cobertores, brinquedos, materiais de higiene e limpeza. Com doações de amigos, conseguimos comprar a Kombi, onde conseguimos nos organizar e fazer as entregas diretamente aos moradores. Já  aconteceram doações monetárias de empresas privadas mas, não temos um patrocínio ou alguma doação em dinheiro, fixo. E conforme recebemos essas doações monetárias, passamos a fazer camisetas, canecas e lembrancinhas do projeto para conseguir movimentar o nosso caixa para as necessidades como gasolina, manutenção da Kombi, compra de comidas e outros. Apesar de ainda não sermos uma ONG, nosso trabalho é bem parecido como se fosse uma.

OERJ – Como a Kombosa é recebida pelos moradores de rua?

G.H. – A gente aborda eles sempre com muito carinho e a maioria deles são bem receptivos. Claro que tem muitos que estão alterados. Já presenciamos casos em que o morador jogou fora nossa doação, mas, estamos lá para ajudar quem quer ser ajudado. Muitas vezes passamos algum tempo conversando com eles, e passamos até a ser reconhecidos por eles quando andamos na rua.

OERJ – Vocês pretendem ser uma ONG?

G.H. – Sim, nós não temos apoio financeiro do governo, porém estamos tentando um para conseguirmos nosso CNPJ para tornar o projeto uma ONG e assim conseguir mais ajuda em geral.

OERJ – O que o projeto quer ser no futuro?

G.H. – Espero fazer ele crescer cada vez mais, para que eu possa ajudar cada vez mais pessoas. Meu objetivo é abrir a ONG ou um instituto, o Instituto Kombosa Solidária e  termos uma sede fixa, com local para receber e colocar as doações, e organizar os trabalhos, podendo crescer e movimentar mais essa ajuda ao próximo.

OERJ – Qual a sua sensação com esse trabalho?

G.H. – Esse projeto pra mim é uma das minhas maiores paixões, talvez seja um dos meus projetos de vida. É uma sensação de bem estar, de realização, de humanidade, me agrega muito valor interior. Nunca fui apegado a bens materiais, sempre tive, desde pequeno, essa empatia de sentir que o outro está precisando de ajuda. Esse projeto está gigante no meu coração, e tem muita gente de fora, que conhece ou já ouviu falar, então é super bacana esse reconhecimento. São pequenos gestos que podem fazer a diferença.

Por

contato@oestadorj.com.br

Webjornal Oerj - O Estado RJ > No ar desde 28/05/2007 > Promovemos o Projeto Futuro Jornalista.

Comentários estão fechados.

http://api.clevernt.com/0d18126b-b33f-11e7-bb95-f213f22ad24e