Saúde em 3D

Impressões de alta precisão auxiliam na qualidade de tratamentos de saúde pelo mundo

Três centímetros de diâmetros e três horas para ficar pronto na impressora 3D. Esse foi o tempo necessário para produzir o protótipo do coração. O modelo é o primeiro produzido com órgãos humanos no mundo, e ainda é experimental.

Cientistas israelenses usaram células de gorduras de um paciente que primeiro foram transformadas em células tronco e depois modificadas para dar origens a vasos sanguíneos e tecidos cardíacos. Os próximos passos do estudo são fazer com que as células se comuniquem, para que seja possível bombear sangue. A intenção é que as impressoras produzam partes da estrutura cardíacas e até corações em tamanho maior, aptos para transplantes.

As possibilidades de customização para produtos necessários aos pacientes chegam com a manufatura aditiva, ou impressão 3D. Pode se personalizar, em muito o que é necessário para que a tecnologia alcance patamares importantes na evolução da ciência e melhoria na área da saúde. Acredita se que nos próximos seis anos, as possibilidades de impressão irão avançar no mínimo seis vezes. Chegando a possibilidades de imprimir também peles para tratamentos de pessoas que sofreram queimaduras, ou vivem com doenças de pele.

Segundo cientistas, em dez anos as impressoras de órgãos estarão presentes nos hospitais do mundo todo. O uso mais comum das impressoras 3D no Brasil destina se, atualmente, a impressão de próteses sob medida e de baixo custo, principalmente para substituir ossos. Já chegaram também a serem utilizadas para implantes personalizados, que substituíram parte do crânio com muita precisão. A réplica de órgãos também agiliza o trabalho dos médicos, pois com a impressão é possibilitado o estudo da complexidade e ensaio, aumentando a precisão que eles terão na hora da cirurgia.

Técnicas assim, possibilitaram um avanço gigantesco para a medicina. Apesar de ter muito a evoluir ainda, estamos no caminho certo. Em breve poderemos contar com tal avanço para reduzir inclusive as filas dos transplantes, uma vez que tudo leva a crer que a evolução chegará a este ponto. Há, no entanto, o desafio de encontrar materiais compatíveis, e que não sejam rejeitados pelos organismos. Pesquisas já estão sendo feitas com a utilização de células tronco e fragmentos do órgão e os resultados são animadores.

Por

cristiane.lopes@oestadorj.com.br

* Jornalista e especialista em Gestão Cultural. Amante da cultura e das artes.

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