Rodrigo Maia assume comando do PSDB no RJ em meio a esvaziamento do partido

Isso porque a direção nacional do PSDB costurou um acordo com o PSD para que os tucanos apoiem o candidato do prefeito Eduardo Paes para o governo do estado

O ex-presidente da Câmara, o deputado federal licenciado Rodrigo Maia, se prepara para assumir nos próximos dias a liderança do PSDB no Rio de Janeiro com a missão de fechar a lista de candidatos da legenda. Cerca de 90 nomes devem deixar o partido desde que Maia anunciou sua filiação, na semana passada. Isso porque a direção nacional do PSDB costurou um acordo com o PSD para que os tucanos apoiem o candidato do prefeito Eduardo Paes para o governo do estado, o que desagradou a base que apoia o governador do Rio, Cláudio Castro.

A assessoria de imprensa de Rodrigo Maia confirmou a movimentação, mas informou que o político só irá se manifestar publicamente após o dia 2 de abril, quando já estará oficialmente à frente da legenda no Rio. A aliança entre PSDB e PSD também bagunçou o desenho da terceira via no estado. O projeto inicial de Paes previa uma aliança entre PSD e PDT, que lançou o ex-prefeito de Niterói Rodrigo Neves como pré-candidato ao governo do Rio. Rodrigo Maia, no entanto, é secretário estadual de Projetos e Ações Estratégicas e coordenador do programa de governo de João Doria. A configuração gera dúvidas sobre quem seria o candidato presidencial em uma eventual coligação com os pedetistas de Ciro Gomes.

Para concorrer a eleição ao governo do Rio, o PSD lançou o nome do ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe Santa Cruz, afilhado político de Paes. O movimento de apoio a Santa Cruz, retirou do PSDB o apoio a Cláudio Castro e não agradou a ala próxima ao secretário de Infraestrutura e Obras, Max Lemos.

O secretário disse que vai deixar o partido e se filiar ao PROS na sexta-feira (31). Ele estima que 38 pré-candidatos a deputado federal e 52 postulantes a uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio vão deixar o PSDB junto com ele. No entanto, segundo Lemos, o problema não é o nome de Maia, mas a federação entre PSDB e Cidadania, que não apoia a reeleição de Castro.

“Como o Cidadania não concorda em apoiar Cláudio Castro, ficou difícil para o nosso grupo continuar no partido porque defendemos a continuidade. Nós não acreditamos em uma aventura neste momento em que o Rio está no caminho certo para a recuperação”, declarou.

A filiação ao Pros está prevista para acontecer em um evento com a presença do governador Cláudio Castro (PL), que atualmente conta com o apoio de 16 legendas. Um dirigente do PSDB disse à CNN que o momento é de “juntar os cacos” e que o prefeito Eduardo Paes está auxiliando o partido na busca por candidatos.

Outra baixa foi o empresário Paulo Marinho, que comunicou sua desfiliação na semana passada. Marinho chegou a ser presidente do PSDB no estado e entrou para a política na eleição de 2018, quando trabalhou na campanha do presidente Jair Bolsonaro. Apesar da debandada, o atual presidente do diretório fluminense, o deputado federal Otávio Leite informou que continuará no partido.

“A reação de saída é normal porque desde o início o partido vinha apoiando o Cláudio Castro, mas a vinda do Rodrigo é bem-vinda pelo seu poder de articulação e experiência que ele tem na política. O meu mandato no diretório estadual já está perto do fim, mas eu continuo no partido dando prioridade total à construção de um chapa”, disse.

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