Robôs para servir e interagir

Interação entre robôs e humanos muda o cenário entre o homem e as máquinas

Eles dão um show dão um show de humanidade, conseguem correr, são capazes de reconhecer o ambiente e se deslocar através dos obstáculos que encontram pelo caminho. É o caso do Atlas, apresentado recentemente ao mundo. Criado por uma empresa de engenharia robótica americana, cenas que mostram o avanço mercado da inteligência artificial, lideradas pelo Japão e Estados Unidos.

No hotel Hena, todos os funcionários são robôs. Tem um humanoide, além de robôs dinossauros. A rede tem 18 hotéis espalhados por todo o Japão. Em alguns os hóspedes podem até mesmo registrar o rosto e com o reconhecimento facial entrar no quarto. O sistema vem ganhando cada vez mais força, principalmente durante a pandemia. Apesar de ser uma inovação na hotelaria, os robôs já vinham sendo usados em outras áreas há mais tempo.

Para gerações de japoneses que cresceram lendo mangás e assistindo a animes, não há nada de estranho em conversar e interagir com robôs. Uma cafeteria japonesa, contrata pessoas com alguma deficiência, ou dificuldade de locomoção, eles são as almas por detrás das máquinas, contratados para conversar com os clientes. É a soma da tecnologia, entretenimento e automatização.

Mas até que ponto toda essa interação não se transformará em uma substituição do contato humano com outro ser humano, por contato humano com a inteligência artificial? Em alguns lugares é possível comprar robôs que interagem com humanos como bebês, e outros capazes de substituir animaizinhos de estimação. Capazes de ouvir e responder, tem por vezes o poder de reduzir a solidão. Um deles chega a custar cerca de R$11.000.

Será que a humanidade com o passar do tempo, irá trocar a interação humana por uma interação mais intensa com as máquinas? É preciso avaliar com cuidado também se a substituição não permeará o campo do cuidado e diálogo com os idosos, trabalho e emprego, substituindo milhares de funcionários por robôs. Hoje já esbarramos com robôs no turismo e hotelaria. Mas até quando será um esbarrão ou uma troca de pessoas por máquinas com capacidade maior e um custo menor?

Por

cristiane.lopes@oestadorj.com.br

* Jornalista e especialista em Gestão Cultural. Amante da cultura e das artes.

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