RJ: Operação Segurança Presente completa 5 meses

Moradores dos bairros avaliam a eficácia do programa

Desde  o começo de dezembro de 2015, entrou em vigor nos bairros do Méier, Lagoa e Aterro do Flamengo  a Operação Segurança Presente, que busca reduzir os índices de violência com o reforço de 370 agentes.  A operação é uma parceria do governo do Estado do Rio de Janeiro junto com o sistema Fecomércio.

A funcionária pública, Ana Paula Gaspar ,37, moradora do bairro do Flamengo há quatro anos conta que percebeu que viaturas policiais estão presentes durante parte do dia, mas não se sente segura em andar pelas ruas do bairro. Ela considera que o serviço não está sendo realizado da forma correta. “Eu não me sinto segura em sair com meu filho pelas ruas do bairro. São muitos moradores de rua e pivetes. Eles não respeitam ninguém, são agressivos e abusados. O policiamento não está sendo suficiente”, lamenta.

Como forma de saber os pontos mais violentos da cidade a funcionária pública utiliza as redes sociais para sabe qual o melhor caminho  para realizar suas atividades. “Participo de um grupo chamado Bairro Flamengo e a quantidade de pessoas que se sentem inseguras e avisam sobre eventuais pontos perigosos é bem grande. Os números de policiais é maior somente nos finais de semana em torno do Aterro do Flamengo. No geral estamos abandonados”, desabafa  Ana Paula Gaspar.

Os agentes são equipados com armas não letais e spray de pimentas, divididos em viaturas, a pé e de bicicletas para tentar ampliar a atuação dos policiais da região. A estudante de jornalismo Juliana Ribeiro, 22, reside no bairro do Méier desde que nasceu e reconhece que houve mudança positivas após investimentos na segurança do bairro. “ Me sinto mais confiante de ir e vir da faculdade, pois no trajeto que faço, sempre há alguns agentes rondando ou parados. Os lugares onde tinham mais assaltos, agora estão mais seguros e quase não acontecem mais”, diz Juliana.

Agentes policiais também estão satisfeitos

Após o início da operação nos três bairros, foram registradas 433 prisões. Sendo 24 assaltantes presos em flagrante e 15 foragidos da Justiça. “Ouvimos sugestões dos moradores e temos junto à eles um grupo em um aplicativo de troca de mensagens para avaliar em que podemos melhorar”, explica o Capitão Henry, Chefe da Operação Segurança Presente, no bairro da Lagoa. De acordo com ele, a operação foi responsável por acabar com o roubo a estabelecimentos no bairro.

“Trabalhamos de forma integral. Além das operações policiais, nós agentes realizamos ações de cidadania, como ajudar a alguém que se perdeu a encontrar a família” explicou o capitão.

O programa de segurança contratou além dos agentes, assistentes sociais para prestar apoio às vitimas de violência nos bairros. Uma ação social vale bem mais que uma prisão. “É preciso resgatar a cidadania das vítimas”, afirma a assistente social Sandra Schiavone. Cada base da operação conta com uma assistente social.

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