Rio usa sinal de celular para evitar aglomerações

A ferramenta identifica a quantidade de pessoas em algum local por meio do sinal emitido pelas antenas de aparelho celulares

O serviço Disk Aglomeração da prefeitura do Rio de Janeiro, que está atendendo pela Central 1746, vai começar a utilizar os sinais de celulares para identificar pontos de aglomeração de pessoas. A medida integra o pacote de combate à disseminação do novo coronavírus, que já conta 1.110 casos confirmados e 47 óbitos por covid-19 no município.

O uso dos dados faz parte de uma parceria do Centro de Operações Rio (COR) com a operadora de telefonia TIM. Na semana passada, o governo federal também firmou parceria nesse sentido com as empresas de telefonia Vivo, Claro, Oi, Tim e Algar, que vai durar por todo período de calamidade pública da covid-19.

A ferramenta identifica a quantidade de pessoas em algum local por meio do sinal emitido pelas antenas de aparelho celulares. Os dados são transmitidos e atualizados em tempo real no painel do Gabinete de Crise montado no Riocentro.

Serão utilizadas câmeras da prefeitura para complementar as informações e identificar os casos de trabalhadores em expediente ou pedestres. Após essa análise, uma equipe pode ser enviada ao local para dispersar as pessoas.

Para o secretário municipal de Ordem Pública, Gutemberg Fonseca, a plataforma vai ampliar a capacidade de atuação do poder público para evitar as aglomerações.

“Embora a parceria seja apenas com uma companhia telefônica, é possível estimar o público naquela região com base na participação de cada empresa no mercado. A parceria com a TIM e o COR é o primeiro passo para conseguirmos ampliar ainda mais nossa atuação no combate ao novo coronavírus, seguindo as determinações do prefeito Marcelo Crivella.”

De acordo com ele, o sistema assegura o sigilo dos dados dos clientes. “É muito importante dizer que todas as informações coletadas são anônimas, respeitando critérios de confidencialidade e segurança de dados pessoais, conforme prevê a Legislação.”

O chefe-executivo do COR, Alexandre Cardeman, explica que a mesma tecnologia já foi utilizada no município, para ajudar no planejamento da mobilidade durante os Jogos Olímpicos de 2016.

Foram destacados para o serviço 30 agentes, entre guardas municipais e policiais militares, divididos em cinco equipes. O objetivo é fiscalizar reuniões de dez pessoas ou mais que não tenham justificativa aparente e não respeitem a distância de um metro e meio entre elas.

Segundo a prefeitura, foram atendidos até o fim de semana 776 chamados e encontradas 273 aglomerações. A central também fiscalizou 1.933 estabelecimentos e fechou 1.282, que estavam funcionando em desacordo com as determinações do poder municipal. O serviço, operado pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), pode ser solicitado pelo site da Central 1746.

Os bairros com mais chamadas são Campo Grande, Centro, Realengo, Bangu, Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Tijuca, Copacabana, Santa Cruz e Taquara.

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