Rio pode adotar medidas mais duras contra a Covid-19 já nesta sexta-feira

A antecipação de feriados também está sendo avaliada para frear o contágio pela Covid-19

Depois do Rio de Janeiro registrar nesta quinta-feira (18) o maior número de internações em Unidades de Terapia Intensiva desde o início da pandemia, o prefeito Eduardo Paes disse que pode adotar o endurecimento de medidas restritivas. Ele não descartou a possibilidade de “fechar tudo” e nem de promover barreiras sanitárias. Algumas das medidas devem ser anunciadas já nesta sexta-feira (19), durante a apresentação do boletim epidemiológico da cidade.

A antecipação de feriados também está sendo avaliada para frear o contágio pela Covid-19. Uma reunião foi marcada para segunda-feira (22) com o Conselho Científico da Prefeitura para discutir as ações mais duras. “Nós vamos observar os números desses próximos quatro dias, quinta, sexta, sábado e domingo e, dependendo de como forem esses números, a gente vai debater com o comitê científico a eventual necessidade de medidas mais duras no combate à pandemia”, explicou Paes.

O prefeito informou que discutiu na noite dessa quarta-feira (17) com o governador em exercício Cláudio Castro a necessidade de medidas em conjunto. “Disse a ele que é muito difícil que uma cidade com as características do Rio de Janeiro, centro de uma região metropolitana tome medidas em que haja uma ação mais efetiva do ente federal que coordena os municípios. Essas medidas todas têm sido tomadas por governos estaduais”, afirmou durante a cerimônia de inauguração do novo zoológico do Rio, o Bioparque.

O prefeito ainda falou sobre a importância de que medidas de combate a pandemia sejam tomadas pelo governo federal. “Faço aqui meu apelo ao presidente Bolsonaro, ao Congresso Nacional, que não é possível imaginar um país como o Brasil em que 90% do país tá vivendo uma situação de lockdown, de bloqueio, de economia parada, que haja estímulos, medidas efetivas de transferência de renda nesse momento. Que não haja nenhum tipo de auxílio para empresários, para comerciantes, para níveis de governo”, disse Paes.

Segundo o Painel Covid-19, da Secretaria Municipal de Saúde, são 637 pessoas hospitalizadas em leitos de UTI na capital fluminenses em leitos de enfermaria, o Painel informa 524 pacientes. Assim, 1.172 estão internaras hoje com suspeita ou confirmação da doença. Ainda há 52 pessoas aguardando por um leito, na fila de espera por vagas. O secretário municipal de saúde do Rio, Daniel Soranz, já tinha falado também sobre um aumento de 14% nos atendimentos nas unidades de urgência e emergência de pessoas com sintomas de síndromes respiratórias e sobre a possibilidade de aumento das restrições.

O infectologista Alberto Chebabo, integrante do Comitê Científico do município do Rio de Janeiro, afirmou que na segunda-feira (15) o grupo recomendou ao Secretário de Saúde, Daniel Soranz, uma restrição de circulação mais rígida. Segundo Chebabo, as recomendações seriam restringir o horário dos serviços não essenciais, como academias, bares, restaurantes, shoppings etc., e estimular o home office nos escritórios públicos e privados. As medidas seriam para diminuir o impacto e aglomeração no transporte público.

“Mesmo com a previsão de aumentar o número de leitos, há um limite. Não existe profissionais suficientes para essa demanda. O número de casos está aumentando, não é rápido abrir leito.”, afirmou Chebabo.

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