Restrições são baseadas na “afrofobia”, e não na ciência, disse Presidente do Malawi

Alguns africanos nas redes sociais culparam o racismo pelas proibições de viagens

As restrições a viagens impostas a passageiros provenientes do sul da África são baseadas na “afrofobia”, e não na ciência, disse o presidente do Malauí, Lazarus Chakwera.

Em uma postagem em sua página verificada no Facebook, Chakwera disse que o mundo deveria ser grato aos cientistas da África do Sul por identificarem a variante Ômicron da Covid-19 antes dos outros.

O presidente do Malawi, que também é presidente dos 16 membros da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), disse que todos estão preocupados com a nova variante do coronavírus.

“Mas as proibições de viagens unilaterais agora impostas aos países da SADC pelo Reino Unido, UE, EUA, Austrália e outros são desnecessárias”, escreveu ele. “Medidas covardes devem ser baseadas na ciência, não na afrofobia.”

Alguns africanos nas redes sociais culparam o racismo pelas proibições de viagens, apontando que as nações ricas que também relataram a variante Ômicron não recebem o mesmo tratamento.

O Ministério de Relações Internacionais e Cooperação da África do Sul disse, em um comunicado no sábado (27), que as restrições a viagens eram “semelhantes a punir a África do Sul por seu avançado sequenciamento genômico e a capacidade de detectar novas variantes mais rapidamente”.

Restrições às viagens são prejudiciais, diz o presidente sul-africano

O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, também declarou nesta segunda que o mundo precisava resistir às restrições de viagens injustificadas e não científicas, que afetam principalmente as nações em desenvolvimento.

“Precisamos resistir às restrições de viagens injustificadas e não científicas que estão prejudicando as economias e setores das economias que dependem de viagens”, disse Ramaphosa durante um discurso na abertura da Cúpula China-África, em Dacar.

O presidente do Senegal, Macky Sall, que estava hospedando a cúpula, respondeu que a África era solidária com a África do Sul e que a África “não fechará suas portas à África do Sul”.

CNN/Reuters

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