Representantes de bairros versus vereadores

‘O político é corrupto, porque quem o elegeu foi a sua imagem e semelhança: seu eleitor’

De quatro em quatro anos, milhões de brasileiros vão às urnas forçadamente – já que não temos o direito do voto facultativo – para elegermos os nossos representantes municipais – prefeitos e vereadores, que irá acontecer neste ano, de 2020.

Vereadores representantes? Na verdade, não o são de forma alguma, salvo o prefeito que lhe é de direito executar todos os Projetos de Lei enviados pela Câmara dos Vereadores, além dos seus.

E para que servem os vereadores? Servem para criar Projetos de Lei, vistoriar e indicar ao prefeito as soluções de alguns problemas de bairros e/ou redutos eleitorais, fiscalizar o executivo e, primordialmente, servir de elo e representação daqueles que o elegeram. Mas isso acontece? Principalmente na região da Baixada Fluminense, no Estado do Rio, isso não é real. Existe tal vereador preocupado com interesse de sua comunidade? Raramente encontraremos…

E a fortuna que alguns levam, além das maracutaias? E negociações que existem entre certos vereadores e prefeitos, para incluir seus supostos cabos eleitorais na folha de pagamento municipal, e sem prestar qualquer serviço em algum departamento ou setor?

Se pudéssemos alterar a Constituição Federal – e pode através de emenda constitucional – uma das coisas que poderia ser feita era extinção das Câmaras Municipais.

Autoritarismo? Não! Vereador, atualmente, não é representante comunitário. E nunca foi. Nenhum vereador eleito pelo seu reduto, consegue fazer alguma coisa no reduto de outro. Existiriam atritos e divergências pessoais, devido a um estar invadindo o espaço oposto.

Mas imagine cada bairro, com o seu representante eleito democraticamente pela comunidade em que mora e que trabalhe no local, apenas com um assessor e uma secretária, despachando junto ao prefeito as necessidades de cada bairro, e com um detalhe: sem onerar a folha de pagamento municipal. Podendo no futuro com um bom trabalho comunitário realizado, projetar o seu nome no município e ser candidato a prefeito nas próximas eleições. Seria uma forma de descobrir uma nova liderança local e um ótimo administrador para a cidade.

Portanto, todo dinheiro que hoje é destinado a essa grande maioria de espertalhões de vereadores, se destinaria para fins sociais, como por exemplo: o SUS, postos de saúdes, escolas, saneamento e pavimentação, e tudo mais que se fizesse necessário à comunidade.

Se todos os bairros tivessem esse tipo de administração política municipal, certamente as corrupções nos municípios brasileiros diminuiriam acentuadamente; teríamos uma eleição mais limpa sem adulteração nas eleições em certos TREs.

Mas, enquanto o congresso não criar um projeto de lei de reforma política e mude o sistema atual, cada eleitor de seu município só tem um caminho: ir às urnas e fazer jus de seu voto mudando todos os erários das Câmaras de Vereadores, também elegendo um novo prefeito. Em particular fica um aviso ao município de Mesquita, no Estado do Rio Janeiro.

“Não seja cúmplice de políticos corruptos. Não destrua sua dignidade e nem o futuro de seus entes queridos e não destrua a cidade onde você vive.”

* Artigo publicado no blog Anotaí, em 9 de outubro de 2010, e atualizado.

Por

* Publicitário. Título de Comendador em Comunicação Social 2019. Um dos emancipadores de Mesquita. Tenho alguns ditados: - 'A Cultura eleva a alto estima de uma comunidade, engrandece e deixa nobre sua população'. - 'O político é corrupto, porque quem o elegeu foi sua imagem e semelhança: seu eleitor'.

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