Quero ouvir… O meu coração!

Música aquece a alma e o espirito agradece. Eu sempre fui apaixonado por música e desde meus 10 anos já ouvia Bee Gees e Benito Di Paula, passando por Roberto Carlos e Rod Stwart; deu pra ver que minha formação é bem eclética.

Os anos eram 70 e a cultura fervia no mundo, e eu começava a perceber que a que a vida é muito mais feliz quando se ouve o coração. Faz um bem danado acordar com uma melodia e dormir com um acalanto que o faz sonhar com dias melhores. Com a vida atribulada de hoje, ficou mais difícil parar um pouco e apreciar a boa música. Fazemos isso sempre como pano de fundo para as atividades que acreditamos estarem sempre à frente e prioritárias.

O mundo inventou o walkman, aparelho que fazia um enorme sucesso nos anos 80 e que provavelmente meu filho, de 19 anos, nunca viu. Gravávamos uma fita cassete e colocávamos para ouvir e curtir onde quer que fôssemos. Também tinha rádio para curtirmos os sucessos da época. Depois veio o Discman, que com a tecnologia do Cd chegou para dar mais qualidade ao som que ouvíamos, se bem que isso é questionável, pois existe quem afirme categoricamente que a qualidade do vinil era insuperável. Durante um tempo foi o que se usou para a mobilidade de ouvir músicas em trânsito.

Com a globalização e a forte chegada ao mercado dos computadores pessoais (Pcs), houve a necessidade de buscar por novas tecnologias que pudessem dar mais dinamismo, facilidade e principalmente compactação de arquivos que não ocupassem muito espaço no computador.

E chegamos ao MP3, um dos primeiros tipos de compressão de áudio com perdas quase imperceptíveis ao ouvido humano. Os aparelhos de MP3 viraram uma febre e os arquivos de música choviam de sites da internet para os aparelhos e a música passou a ser de livre acesso. Nesse momento tivemos uma verdadeira mudança na forma de ver, criar e pensar música no mundo.

Com a facilidade de obtermos a música através de um compartilhamento na internet e não precisarmos mais comprar nas lojas, os Cds causaram uma crise nas gravadoras e muitas tiveram que fechar as portas ou trabalhar com uma nova realidade. Lembro-me da primeira ExpoCd no Rio Centro e que eu fui fazer a cobertura para um jornal e uma rádio que  trabalhava na época. Pude perceber que já começava a perder o espaço e o interesse do público, uma pena, pois era um universo que se assemelhava muito ao da Bienal do Livro, tendo o mesmo impacto no consumidor. Bem, hoje temos várias formas de ouvir música e a qualidade não difere muito desde os primórdios, mas uma coisa é certa, a música sempre estará em nossas mentes e nossos corações.

Seja qual for o seu gosto por estilos e preferências por artistas, a música sempre estará te acompanhando nesse mundo cada vez mais intimista e popular, violento e harmônico.

Seja qual for o mundo que você vive, ele sempre terá um tempo para você clicar um botão e ouvir seu coração!

Por

Jornalista e comentarista esportivo. Moro em Niterói há 22 anos. Fã de cultura e esportes. Ex-editor em jornais na cidade do Rio de Janeiro. Atualmente me dedico à interatividade cultural. Acredito na importância da divulgação por todos os meios da cultura nesse país.

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