Quase 6 milhões de pessoas vivem com HIV em todo o mundo, sem saber

Uma das principais causas para a falta de diagnóstico é o preconceito, que diminui o índice de testagens pelo mundo

Na edição desta quarta-feira (1) do quadro Correspondente Médico, no Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes comentou sobre o Dia Mundial de Combate à Aids, comemorado em todo o mundo, e as dificuldades enfrentadas pelos pacientes da doença que deixou 690 mil mortos em 2020.

Um levantamento da UNAIDS, o programa das Nações Unidas contra a Aids, aponta que 37,5 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com o vírus HIV – o primeiro estágio da infecção, que não deve ser confundido com a doença em si. Destas, quase 6 milhões não sabem que são portadoras.

Segundo Gomes, uma das principais causas para a falta de diagnóstico é o preconceito, que diminui o índice de testagens pelo mundo. A medida, segundo ele, é fundamental para garantir um tratamento eficaz e que controle a evolução dos sintomas a longo prazo.

“Quanto mais precoce é feito o diagnóstico, melhor para a sua saúde e para as pessoas com quem você se relaciona.”

“Não adianta fugir, a gente precisa ir de encontro com a situação, para rapidamente estabelecer um tratamento e transformar isso de uma coisa potencialmente grave, que pode tirar a vida das pessoas, em uma questão crônica que pode ser manuseada de forma mais tranquila com medicamentos”, completou.

O neurocirurgião também desmistificou um dos principais estigmas relacionados à Aids, que vitimou cerca de 35 milhões de pessoas em todo o mundo desde o início da epidemia, na década de 1980: de que um diagnóstico de HIV positivo é igual uma sentença de morte.

“Isso não é verdade atualmente. Apesar de fazer 40 anos que lidamos com o problema, o início disso era uma coisa que chamava muita atenção, provocava muito medo”, disse.

De acordo com o médico, a instrução é um dos fatores que podem auxiliar na evolução clínica dos pacientes, evitando a possibilidade de morte.

“[Sem tratamento] você pode rapidamente entrar para a questão da manifestação clínica da doença. Às vezes, parece que o próprio cérebro, quando tem um diagnóstico desses, cai em uma situação de muita tristeza. E sabemos que isso impacta no próprio funcionamento do sistema imunológico.”

“A partir do momento que entendemos o tamanho do problema e do desafio, tudo fica mais fácil. Todo mundo na sociedade pode e deve falar sobre Aids. Não é uma sentença de morte, é uma situação que faz com que você tenha que ter um estilo de vida mais saudável. Você precisa tomar os medicamentos de forma correta, fazer o acompanhamento adequado e o [Sistema Único de Saúde] SUS oferece isso de forma muito elegante e prestativa para todos”, finalizou.

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