Quando entrar setembro…

Como diz Beto Guedes, a boa nova anda nos campos. Que brote o perdão no que a gente pensou ou não. Mas que a alegria e o amor estejam sempre entre nós

Estamos entrando na melhor época do ano na minha opinião. Entre setembro e março, o Brasil se enche de esperança e de orgulho por ter seus campos mais verdes e livres. Seu mar mais azul e límpido. Se sol mais brilhante e forte. Enfim, primavera-verão as estações que nos brindam com flores e calor.

O amor é representado entre esses dois símbolos que por muitas vezes são deturpados e invertidos, mas que no fundo, nos salvam de uma inflexibilidade momentânea. As flores representam o carinho e a esperança de harmonia e felicidade. O calor nos leva a momentos quentes e de magia, capaz de incendiar qualquer um.

Vida que se renova

Quando eu acordei essa semana e abri a janela, percebi a brisa invadindo meu rosto e a memória afetiva foi acionada. Logo me veio a lembrança de quando eu estudava e fazia essa mesma ação de sentir a brisa nessa época do ano, eu percebia uma alegria invadir meus sentimentos. Isso porque vinha em mente a proximidade da primavera e com ela o desabrochar das flores em novo ciclo.

E junto ao aroma e o néctar, vem o calor se assumindo como uma espécie de segurança da estação e se fortalecendo para depois tornar-se supremo ao longo do verão. Então, quando me lembro do passado e de quando as flores brotam, vem a felicidade em lembrar que em poucos meses as férias chegariam e com ela a liberdade. Liberdade de ir e vir para onde eu desejasse. Liberdade de ir à praia sem hora para voltar. E nas noites, poder sair, ir às festas e me divertir.

Vem a primavera com suas cores de liberdade

Tantas coisas bacanas me vem à mente nesse momento em que abro minha janela e sinto um regozijo. Um sol com uma brisa e o canto dos pássaros são imprescindíveis para uma vida sadia. Quando percebemos tudo isso quando acordamos diariamente nesse mundo tão complicado e assimétrico, estamos ajudando não só a nós mesmos como também a um contexto maior.

Não quer dizer com isso que eu não gosto do outono e do inverno. Eles têm lá as suas virtudes e importâncias, mas eu gosto do frio. Gosto das folhas caindo e dando lugar à nudez natural. É uma forma de se despir de algo que por um tempo foi lindo, mas que chegou ao seu fim. Uma relação contemplada com a beleza e que tem seu fim de forma clássica e imponente. Sai de cena com o orgulho de ter feito a sua parte. O frio também nos aquece de amor e nos traz a relevância do amor ao próximo. O cuidado com o abraço e o carinho. Não tem como negar que essas estações também são importantes.

Mas voltando ao momento que traz a chegada da primavera, sinto uma sensação de leveza e de esperança. É como se o ano se dividisse em duas fases, a da serenidade e a de alegria. E estamos chegando ao momento da alegria que são os próximos seis meses. E que eles tragam muita luz, muita paz e muito amor entre todos. O clima quente e as flores no peito, podem representar uma mudança de espírito. Torço para isso. Para que a partir do mês de setembro possamos acordar todos os dias contemplando a natureza e suas virtudes. Que o vento beije meus cabelos e as ondas lambam minhas pernas.

Por

alexandre.mauro@oestadorj.com.br

Jornalista e comentarista esportivo. Moro em Niterói há 22 anos. Fã de cultura e esportes. Ex-editor em jornais na cidade do Rio de Janeiro. Atualmente me dedico à interatividade cultural. Acredito na importância da divulgação por todos os meios da cultura nesse país.

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