Quais são os títulos do Tesouro Direto?

Há títulos públicos, privados, certificados, letras de crédito… é natural ficar um pouco confuso, principalmente quem não é muito experiente

Os investimentos na renda fixa, ano a ano, crescem cada vez mais. Por possuírem rentabilidade facilmente calculável — por meio de uma porcentagem fixa ou um índice de referência —, eles conquistam investidores de todos os perfis e com diferentes níveis de experiência.

Isso porque, eles são bastante previsíveis, o que os torna ideais para conservadores, visto que são mais contrários a correr riscos. Além disso, também são indicados para moderados e agressivos, com a finalidade de equilibrar as carteiras e compensar eventuais perdas com ativos.

Assim, títulos da renda fixa são bastante versáteis e cada vez mais populares. Mas, entre eles, qual aplicação escolher? Há títulos públicos, privados, certificados, letras de crédito… é natural ficar um pouco confuso, principalmente quem não é muito experiente.

Logo de início, é importante saber que não existe um investimento perfeito — tudo depende do que se espera com ele. No entanto, há sim alguns títulos que são indicados para diversos momentos e, por serem menos complexos, encaixam-se nas mais diferentes estratégias de aplicação.

Esse é o caso do Tesouro Direto! Queridinho da renda fixa, substituto da poupança (com melhores resultados) e a união perfeita entre risco e retorno para perfis mais conservadores, ele é ideal para os mais variados prazos e objetivos de vida.

Como funciona o Tesouro Direto?

Assim como os outros títulos da renda fixa, o Tesouro Direto funciona como um empréstimo: o investidor oferece seus recursos à instituição que, ao fim do prazo, devolve-os acrescidos de juros. Essa taxa é a rentabilidade do investimento.

Nesse caso em específico, o investidor empresta dinheiro ao Governo, que o utiliza para financiar projetos, normalmente relacionados à saúde, educação, infraestrutura ou outra área pública. Mas, independentemente de onde será aplicado, o mais importante é que se trata de umas das mais importante fontes de captação do país.

De todo modo, do ponto de vista dos investidores, os títulos públicos chegaram para democratizar o mercado financeiro. Com aportes iniciais mínimos de R$30, o Tesouro Direto é perfeito para pequenos investidores, ou mesmo para quem ainda está começando e não quer arriscar muito.

Eles podem ser negociados diariamente e, no momento da compra, o investidor já pode saber o quanto o investimento renderá ao fim da aplicação. A rentabilidade é ajustada todos os dias, mas caso seja preciso vender o título antes, o valor de venda será ajustado de acordo com o mercado secundário.

Quais os tipos de títulos do Tesouro?

Como dito anteriormente, os títulos da renda fixa são ideias para perfis conservadores por ser possível calcular a rentabilidade no momento da aquisição, o que deixa o investidor mais tranquilo com relação às oscilações do mercado a probabilidade de perder dinheiro.

No entanto, existem três modos de calcular os rendimentos: por meio de uma porcentagem fixa, um índice de referência (benchmark) ou ainda pela união de ambos. Cada um é indicado para investidores diferentes e momentos de vida distintos.

Por isso, é preciso conhecê-los e entender as diferenças entre eles, a fim de ponderar qual é o “melhor” para o investidor.

Títulos prefixados

São aqueles cuja rentabilidade é calculada por um valor fixo, uma porcentagem. O Tesouro Nacional disponibiliza dois títulos nesta categoria: o Tesouro Prefixado, ou LTN, e o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais, ou NTN-F.

A diferença básica entre eles é que o primeiro paga os rendimentos e realiza as cobranças de taxas anualmente, enquanto o segundo o faz a cada semestre.

Títulos pós-fixados

São aqueles cuja rentabilidade acompanha um índice de referência, ou seja, ainda que não se saiba exatamente quanto o investimento renderá, é possível acompanhar esse benchmark para conhecer a taxa de retorno.

O mais popular entre os pós-fixados é o Tesouro Selic, ou LFT, que replica a performance da taxa básica de juros. O diferencial desse título é a liquidez diária (em vez de D +1 do restante) e, entre essa categoria, é também o que menos sofre com a volatilidade.

Títulos híbridos

São aqueles cujos rendimentos unem uma porcentagem fixa com um benchmark. Assim, os retornos também não são conhecidos, como nos prefixados, tendo que acompanhar a performance do índice escolhido.

Nesta categoria, o Tesouro IPCA+, ou NTN-B Principal, e o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais, ou NTN-B, são os mais populares. Como o próprio nome diz, ambos acompanham o Índice de Preço ao Consumidor Acumulado e o diferencial é que podem proteger principalmente o poder de compra do consumidor, por acompanhar a inflação.

De todo modo, independentemente da escolha, todos são títulos excelentes para balancear e diversificar a carteira, ou podem ser bastante interessante também como aplicação principal, pois unem rentabilidade com segurança.

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