Protestos no Dia Internacional da Mulher

Mulheres de vários países foram às ruas para lutar contra a desigualdade de gênero

Na última sexta-feira, 8 de março de 2019, mulheres de vários países do mundo se reuniram para realizar protestos no Dia Internacional da Mulher. As manifestações defendiam o fim da violência contra as mulheres, a equiparação salarial, legalização do aborto e, também, abordaram questões de cunho político.

No Brasil, ativistas foram às ruas reivindicar direitos básicos como emancipação de seus corpos, fim da cultura do estupro, assédio e do feminicídio. Em seus protestos, criticaram a Reforma da Previdência, o governo do presidente Jair Bolsonaro e homenagearam a vereadora e defensora dos direitos humanos, Marielle Franco (PSOL), assassinada no dia 14 de março de 2018. Durante o ato, foram cobrados esclarecimentos e justiça pelo crime.

Juliana Paz, 27, participou da manifestação no Rio de Janeiro e declarou: “Minha principal motivação é ver dias melhores, porque nossa luta faz diferença. É ver nossas irmãs ganhando o mesmo que os homens, não sendo interrompidas e nem julgadas pelas suas escolhas, podendo sair na rua com as roupas que elas quiserem e serem respeitadas por isso. Desejo que as pessoas comecem a entender que mulher não é objeto, que a obrigação de cuidar e educar uma criança não é só da mãe. Quero que mulheres parem de ser mortas pelos seus companheiros e que nós não tenhamos mais medo de andar sozinha na rua.” 

O Brasil está entre os cinco países com maior índice de violência contra a mulher. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de assassinatos no país chega a 4,8 para cada 100 mil mulheres. 

Um movimento internacional  

Após o sucesso dos protestos em 8 março de 2018, ativistas na Espanha organizaram a segunda greve geral feminista este ano. Encorajadas pelo lema “Se nós pararmos, o mundo para”, as mulheres fizeram uma greve de 24 horas e se manifestaram contra a violência e desigualdade salarial. A paralisação afetou empresas, universidades e escolas.  

Proibidas de cantar e rezar junto aos homens, as judias do movimento “Mulheres do Muro” em Israel lutaram pela igualdade de gênero e pelo direito de fazer suas preces no Muro das Lamentações, considerado um local sagrado pelos judeus. As mulheres utilizavam vestimentas tradicionais e continuavam sua reza enquanto os homens gritavam insultos. 

No Quênia, as mulheres protestavam pela humanização do corpo feminino e pediam por um plano nacional de ação contra o feminicídio e violência contra a mulher. Segundo dados de 2014 do Escritório de Crime do Quênia, quase metade da população feminina (45%) entre 15 e 49 anos foi vítima de violência física e/ou sexual. 

Nas Filipinas, milhares de ativistas se manifestaram contra a política do presidente Rodrigo Duterte. Conhecido por comentários machistas e misóginos, o líder filipino já admitiu ter abusado sexualmente de sua empregada doméstica na adolescência, já beijou uma servidora pública à força em um ato político e fez piadas sobre estupro. Joms Salvador, secretária-geral do grupo feminista “Gabriela”, denunciou que os casos de violência e abuso sexual aumentaram 153% durante o governo de Duterte

Em Berlim, na Alemanha, o Dia Internacional da Mulher foi considerado feriado pela primeira vez. 

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