Projeto de Lei no Congresso, quer acabar com circulação das cédulas e moedas no Brasil

Segundo o autor, o fim do papel moeda pode acabar com ações terroristas, de sonegadores, a lavagem de dinheiro e com os cartéis de droga

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Há algum tempo a Casa da Moeda vem reduzindo a fabricação de dinheiro. E apesar das tentativas do Banco Central de equilibrar o estoque existente para atender a demanda, percebemos facilmente que há a falta de troco em muitos comércios. O que não para de crescer são as transações digitais, via cartão. As pessoas já usam para tudo, seja para o cafezinho ou o supermercado. Seria então o fim do dinheiro vivo? Isso nós não sabemos dizer, mas é o que propõe um projeto de lei.

O projeto que é uma junção de três propostas está em tramitação na Câmara dos Deputados e quer definitivamente acabar com a circulação das cédulas e das moedas no Brasil. O autor, Reginaldo Lopes (PT – MG), diz que o fim do papel moeda pode acabar com ações terroristas, de sonegadores, a lavagem de dinheiro e com os cartéis de droga. Atividades que sobrevivem apenas por conta da existência das “verdinhas”!

Por aqui o assunto é novo, mas em outros países já é quase uma realidade. O governo da Índia, por exemplo, tirou 85% do dinheiro vivo das ruas, já na Holanda, alguns estabelecimentos simplesmente se recusam a receber cédulas e moedas. E o que vem motivando e permitindo que haja esse comportamento são os avanços da tecnologia móvel – que é justamente a solução encontrada pelo deputado do Brasil. Ele argumenta que a forma de pagamento no débito e crédito, já predomina o mercado brasileiro.

De fato, pesquisas apontam essa demanda. Segundo a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito e Serviços), neste ano, o valor de transações ocorridas por meio das maquininhas já cresceu 6,3 % no primeiro semestre. Dos R$545 bilhões registrados no mesmo período do ano passado, o número saltou para R$580 bilhões.

As compras feitas no crédito aumentaram 5,1%. Em números, isso significa que foram movimentados, até então, R$354 bilhões. Já no débito o avanço foi ainda maior, de 8,4%, ou seja, R$ 226 bilhões. A associação acredita que a estimativa para este ano é de que ocorra uma alta variável entre 5,5% e 7,5%. Para o ano que vem, tudo indica que o mercado de cartões deve registrar um crescimento de dois dígitos.

*A informação é da Acqio 

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