Presidente da Assembleia de Roraima é alvo de mandado judicial

O Ministério Público estadual ainda não informou os objetivos da ação

Promotores do Ministério Público de Roraima (MP-RR) e agentes da Força Nacional de Segurança Pública e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) cumpriram, nesta quarta-feira (2), mandados judiciais de busca e apreensão na Assembleia Legislativa de Roraima. O Ministério Público estadual ainda não informou os objetivos da ação.

Entre os alvos da operação estão o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Jalser Renier (Solidariedade). Os policiais estiveram no gabinete e na casa de Renier, que ainda não se pronunciou.

Em nota, a Superintendência de Comunicação da Assembleia Legislativa confirmou ter atendido “ao cumprimento de uma decisão judicial de busca e apreensão de documentos relacionados a processos administrativos” na manhã de hoje. Esclarece, ainda, que a documentação apreendida diz respeito a processos administrativos datados dos anos de 2013 e 2014, “os quais já estavam em posse do Ministério Público de Roraima desde meados de 2016”. Por fim, a Assembleia Legislativa informa estar “disponível para prestar todas as informações solicitadas pela Justiça”.

A assessoria da Superintendência da Polícia Rodoviária Federal confirmou que disponibilizou agentes ao MP estadual, inclusive para apoiar o policiamento ao redor da Assembleia Legislativa. Procurado pela reportagem, o Ministério da Justiça e Segurança Pública ainda não se manifestou sobre a participação da Força Nacional na ação estadual.

A chapa encabeçada por Renier foi eleita ontem (1) para compor a Mesa Diretora que conduzirá os trabalhos da Assembleia Legislativa até o fim do próximo ano, reconduzindo o deputado à presidência da Casa.

Roraima esteve sob intervenção federal entre os dias 10 de dezembro e ontem (1º), quando o governador eleito Antonio Denarium (PSL), e o vice-governador, Frutuoso Lins (PTC), foram empossados. A justificativa para a intervenção foi a crise financeira que o estado enfrenta que levou ao governo estadual a atrasar o pagamento de salários a servidores públicos.

Na última sexta-feira (28), o então presidente Michel Temer publicou um decreto presidencial prorrogando até março de 2019 o emprego das Forças Armadas para Garantia da Lei e da Ordem (GLO) em abrigos e atividades relacionadas ao acolhimento dos refugiados venezuelanos no estado. A primeira GLO entrou em vigor em 28 de agosto, após um conflito entre moradores de Pacaraima e imigrantes venezuelanos que retornaram às pressas à Venezuela.

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