Presidente da Alerj diz que impeachment de Witzel vai até o fim

A comissão da Alerj deve analisar e votar a defesa de Witzel em até 15 dias para, então, encaminhar o caso para o plenário

O deputado estadual André Ceciliano (PT), presidente da Assembleia Legislativa do RJ, afirmou que o processo de impeachment contra o governador Wilson Witzel (PSC) prosseguirá até o fim. Na quarta-feira (2), o Superior Tribunal de Justiça manteve o governador afastado de suas funções. 

Segundo Ceciliano, a comissão da Alerj deve analisar e votar a defesa de Witzel em até 15 dias para, então, encaminhar o caso para o plenário da Alerj, que decidirá se remete o processo para um tribunal misto, composto por desembargadores e parlamentares. 

“O governador está afastado e a Casa vai até o final do processo de impeachment. Na Casa ele nunca teve base, isso ficou muito claro nas votações. Mas nós temos que garantir o direito de defesa do governador. Nós não queremos fazer nenhum juízo de valor neste momento”, afirmou, em entrevista CNN.

O parlamentar também foi alvo de mandados de busca e apreensão na Operação Tris in Idem, a mesma que levou ao afastamento de Witzel — a operação é baseada na delação premiada do ex-secretário de Saúde Edmar Santos. Ceciliano é acusado de fazer parte de um esquema que envolve cooptação de deputados por meio de indicações para vagas em organizações sociais, de utilizar o poder de chefe do Legislativo para blindar políticos e empresários, além do desvio de sobras dos recursos da Alerj por meio de doações para o governo do estado. 

De acordo a denúncia do MP, “após ingresso dos recursos nos cofres da Secretaria Estadual de Saúde, parte dos valores seria repassada para alguns municípios específicos, o que viabilizaria posterior desvio em favor dos integrantes do esquema, além da exploração política desses aportes financeiros em suas bases eleitorais de olho nas próximas eleições”. 

Ceciliano negou qualquer irregularidade.

“Estou muito tranquilo em relação às investigações. É palavra de um réu confesso que disse que teve uma reunião comigo, com Cláudio Castro, com secretários e um grupo de parlamentares. Nós nunca estivemos reunidos. Nunca definimos recursos para municípios no ano de 2019. Político não tem que ter medo de investigação, tem que ter medo é de fazer coisa errada. E quanto a isso, muita tranquilidade”, afirmou Ceciliano.

Questionado sobre sua relação com o ex-secretário de Saúde Edmar Santos, Ceciliano disse que todos os contatos se deram de forma constitucional, assim como com qualquer outro secretário do estado. Além disso, Ceciliano é acusado de fazer parte de um esquema que envolve cooptação de deputados por meio de indicações para vagas em organizações sociais, de utilizar o poder de chefe do Legislativo para blindar políticos e empresários

“Todas as conversas que tive ao longo deste período em que ele [ Witzel] foi governador podem ser publicadas e discutidas publicamente. Graças a Deus, e assim que eu trato o meu mandato, pois se tem uma coisa que a gente não quer envergonhar é a família, os filhos e os amigos. Então, com muita tranquilidade, daqui a pouco isso vai passar”, afirmou.

O parlamentar ainda disse que apesar de ser muito ruim para a imagem do estado do Rio, que hoje tem duas autoridades na linha sucessória de Governo sendo investigados (ele e o vice Cláudio Castro), há um sinal de que as instituições estão funcionando. 

“É importante que se investigue em relação à busca e apreensão que foi feita em minha residência e aqui na Assembleia. É muito ruim para o estado do Rio de Janeiro, no meio dessa crise de Covid-19, nós passarmos por mais uma crise de confiança, para não dizer de corrupção. Mas é bom porque sinaliza que as instituições estão funcionando. Eu não tenho nenhuma preocupação quanto a isso, estou muito tranquilo”, disse.

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