Premiere de curtas metragens agita o MAM do Rio

Parceria de produtora e sites cariocas de cultura realiza eventos em um dos principais marcos culturais da Cidade Maravilhosa

cinzasecafe_MSSantosFotografias

Fotos: MS Santos Fotografias

O Rio de Janeiro ganhou recentemente uma produtora com uma proposta diferenciada, contar histórias tanto em forma audiovisual, como em publicações literárias que inicialmente podem ser lançadas em eBook para depois chegar em versões impressas.

As primeiras produções da Wallaroo Corp. foram lançadas oficialmente em duas Premieres no MAM da capital fluminense que contou com a presença de amigos e imprensa.

O cineasta Daniel Gravelli, um dos produtores da Wallaroo Corp., concedeu uma entrevista exclusiva para o jornal O Estado RJ.

O Estado RJ: Como foi lançar os curtas da produtora Wallaroo Corp. no MAM no Rio de Janeiro?

Daniel Gravelli: Foi Maravilhoso! Tivemos um ótimo público, que procurou conhecer um pouco mais sobre as produções através de um interessante debate no final de cada dia.
Já há algum tempo estávamos buscando um espaço no qual pudéssemos exibir um dos filmes que é o ‘Cinzas e Café’, mas estava sendo bem difícil. Com isso, acabamos finalizando outros projetos e conseguimos lançar os três filmes com intervalos de uma semana. A oportunidade nasceu em uma parceria da Cinemateca do MAM com a Wallaroo Corp. e os site Cinema Para Sempre, Tabula Rasa e Woo! Magazine.

OERJ: Qual o objetivo da produtora, em relação ao tipo de produções?

DG: Temos diferentes objetivos e direcionamentos! Em alguns deles vamos precisar de patrocínios, editais de incentivo e/ou simples apoios para fazermos acontecer. Nossa equipe trabalha bastante para conseguir realizar cada um dos projetos, e não ficamos parados esperando o dinheiro chegar. Nossa ideia é continuar produzindo para aprimorar a cada dia nossa capacidade e experiência. Não temos uma definição de gêneros de produção, queremos produzir projetos originais, fugindo o máximo possível do que vem sendo mostrado no mercado. Estamos agora com produções totalmente diferentes daquelas que acabamos de finalizar. Estamos interessados em manter esse movimento que nos permite aprender e nos apaixonar diariamente por um novo produto.

OERJ: Fale um pouco dos curtas?

DG: Foram três filmes lançados recentemente pela produtora, antes disso tínhamos feito duas temporadas de um programa para web e a produção de duas peças de teatro.
‘Cinzas e Café’ é uma comédia dramática sobre quatro amigas que se encontram em um café para conversar sobre as transformações vividas pelo tempo. O roteiro se passa na cidade do Rio de Janeiro e aborda a louca e divertida relação dessas mulheres que cresceram juntas e até hoje continuam amigas, uma ajudando a outra com os problemas e as dúvidas que surgem no dia-a-dia.

Já em ‘Soldado de uma Guerra Vazia’, eu assino o roteiro e entro também como ator, enquanto a direção fica por conta do Paulo Olivera. O filme é diferente e trabalha em cima de uma linguagem experimental, abordando a história de um homem perdido em suas memórias.
Em ‘A Delirante historia de um homem morto’ eu volto a assinar a direção e o roteiro e também retorno a parceria com Helga Nemeczyk como atriz. Além dela, o Paulo Olivera faz o outro personagem principal. É um filme que brinca com a linguagem, seguindo uma linha mais psicológica, tendo como ponto forte o medo, trabalhando também a claustrofobia e mostrando o contraponto entre delírio e realidade.
Todos os três filmes foram feitos em parceria, com muita determinação e coragem, pois estávamos sem patrocínio. Alguns dos produtores chegaram a colocar dinheiro do próprio bolso acreditando nos filmes, enquanto os atores e outros envolvidos na equipe não cobraram cachê, o que possibilitou bastante a realização dos projetos.

OERJ: Já tem próximos projetos em vistas?

DG: Eu e a produtora Aimée Borges, minha sócia  estamos trabalhando em alguns novos projetos. Alguns começam a ser produzidos ainda esse ano como os curtas-metragens:Vergonha e Escuridão; dirigido por Wladymir Serrano e ‘Um bom dia para gritar’ que será dirigido por mim.
Estamos trabalhando também em cima de dois projetos de longas-metragens independente, sendo um documentário e um filme de terror. Esse último, intitulado ‘A Festa’, já está em fase de preparação e vamos começar a produzir ainda esse ano. O roteiro vem sendo desenvolvido há tempos, com muita pesquisa, pois queremos fazer um filme que realmente agrade o público apaixonado pelo gênero.

OERJ: Além da produtora, você também faz parte de uma editora, qual o tipo de publicações buscam?

DG: Na própria Wallaroo Corp. temos uma vertente que abrange esse seguimento. É tudo muito novo, então estamos indo com muita calma. Inicialmente, funcionamos de forma independente, em parceria com os autores, para lançarmos juntos produtos diferenciados, seguindo a ideologia que temos na produtora. No momento estamos conversando com três autores que vem chegando com materiais inéditos. Mas, para o ano que vem, pretendemos ampliar essa ideia.

Por

Comentários estão fechados.

http://api.clevernt.com/0d18126b-b33f-11e7-bb95-f213f22ad24e