Preço do gás encanado no Rio deve subir até 40% para o consumidor em 2022

A Petrobras afirmou que será necessário importar gás para suprir toda a demanda do país em 2022

O preço do gás encanado no Rio de Janeiro, que é usado em residências e indústrias, pode sofrer um aumento de até 40% a partir de janeiro de 2022. O reajuste foi confirmado pela Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás).

Até novembro, o gás canalizado residencial subiu 20,59% e o gás veicular, 37,78%, bem acima da inflação média deste ano, que foi de 9,26% no período.

O diretor de estratégia e mercado da Abegás, Marcelo Mendonça, afirma que a Petrobras chegou a propor um reajuste de 200% nos contratos de curto prazo para o setor, mas que na prática o custo do gás terá uma alta de 50% às distribuidoras.

Em valores absolutos, o valor do produto será de US$ 12 por BTU. E ele diz ainda que esses valores serão quase totalmente repassados aos fluminenses.

“O valor será de fato repassado para o consumidor. Nesse processo, as distribuidoras ficam de mãos atadas, por porque precisam manter concorrência na oferta e garantir a segurança energética. Por conta disso, o custo do gás encanado no Rio vai registrar um aumento de 30% a 40% no ano que vem”, destacou Marcelo Mendonça.

A Naturgy, empresa que controla a concessão de gás no Rio de Janeiro, também confirma, por meio de nota, o reajuste no custo de aquisição do gás a partir de janeiro pela Petrobras. A companhia cita que as ‘em função da alta dos preços do gás internacional e da variação do barril do petróleo e do dólar’.

Assim como a Abegás, a Naturgy e outras diversas outras distribuidoras do país, ingressaram no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) com um pedido cautelar que solicita a manutenção do preço atual de distribuição feito pela Petrobras ao prazo de pelo menos mais um ano.

“Em razão da urgência e extrema relevância do tema para o Brasil e o Estado do Rio de Janeiro, a empresa também está atuando, assim como diversas entidades nacionais e fluminenses, para que o Cade paute e julgue o processo o mais breve possível, visando equacionar o tema”, disse a Naturgy em nota.

A Petrobras afirmou que será necessário importar gás para suprir toda a demanda do país em 2022, e que o aumento da procura pelo produto pode ter, sim, influenciado na alta dos preços.

E ‘reforça seu compromisso em oferecer às distribuidoras de gás natural mecanismos contratuais para reduzir a volatilidade e conferir mais previsibilidade aos preços do produto, mantendo o alinhamento com o mercado internacional’.

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