Por que não ter Carnaval?

A preparação do Carnaval de 2022 anda a todo vapor, mas muitas opiniões ainda estão divididas

Escolas de samba, blocos carnavalescos, empresas de turismo e eventos, hotéis, bares, restaurantes, casas de shows já se planejam para a realização da folia em fevereiro próximo. Os ensaios nas quadras aumentam de público, após o fim das restrições impostas pela pandemia, bem como os trabalhos nos barracões da Cidade do Samba começam a tomar forma de fantasias e alegorias.

Entretanto, sempre que alguma notícia dessa sai publicada na imprensa, na Internet e nas redes sociais, vem logo uma enxurrada de comentários contrários. Alguns até demonizando a festa, como se o Carnaval fosse o culpado de todos os males atuais. Lógico, muito desses comentários são de pessoas que nunca frequentaram  ou gostaram da folia. Não são maioria, mas são barulhentos. Muitos vêm recheados de questões morais ou religiosas.

Existem, também, as pessoas que sinceramente ainda  nutrem um medo, depois de toda a tragédia por que passamos nesses quase dois anos. Muitos desconhecem a importância do Carnaval para a economia de várias cidades, como gerador de milhares de empregos. Neste momento de crise econômica, o carnaval é visto como fundamental para impulsionar toda uma cadeia produtiva de diversos setores: turismo,  rede hoteleira, bares restaurantes, eventos, entre outros.

A verdade é que num cenário em que praticamente o convívio social retornou não é razoável que somente o Carnaval tenha que pagar esse preço. É só caminhar pelas ruas para ver como bares estão cheios, casas de shows, cinemas, teatros e até igrejas funcionam normalmente.

Cientistas afirmam que a Covid 19 é uma doença que veio para ficar e, como várias outras, teremos que aprender a conviver com ela e o seu respectivo vírus transmissor. O importante é todos estarem vacinados, imunes e, caso sejam contaminados, terem um sistema de saúde adequado para pronto atendimento.

No mais, que tenhamos Carnaval. Quem não gosta, pode curtir o seu retiro ou sua viagem, como sempre foi.

Por

amilton.cordeiro@oestadorj.com.br

Jornalista, pesquisador de samba e compositor.

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