Petrobras aumenta gás de cozinha em 5% para as distribuidoras

O valor passará a ser de R$ 3,21 por quilo, com um aumento médio de R$ 0,15 por quilo

A Petrobras vai aumentar o preço médio de venda do gás liquefeito de petróleo (GLP) em 5% para as distribuidoras nesta sexta-feira (2).

O valor passará a ser de R$ 3,21 por quilo, com um aumento médio de R$ 0,15 por quilo, valendo tanto para o uso em indústrias quanto para o uso doméstico. O aumento foi confirmado pela estatal. 

Esse é 4º reajuste realizado pela petrolífera desde o início do ano. Segundo a companhia, em nota, “os preços praticados pela Petrobras têm como referência os preços de paridade de importação e, dessa maneira, acompanham as variações do valor do produto no mercado internacional e da taxa de câmbio, para cima e para baixo”. Nesta quinta-feira (1º), às 15h38, a moeda americana subia 1,24%, a R$ 5,7005.

O último reajuste realizado pela Petrobras foi em 1º de março, o que deixou o preço do botijão de gás de cozinha praticamente estável em R$ 83,25, frente à média de R$ 83,18 uma semana antes. O valor mais alto da história do combustível foi encontrado na região Centro-Oeste, a R$ 120,00, mesmo após os impostos federais serem zerados para o botijão de 13 quilos de GLP. 

“Os valores praticados nas refinarias pela Petrobras são diferentes dos percebidos pelo consumidor final no varejo. Até chegar ao consumidor são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para envase pelas distribuidoras, além dos custos e margens das companhias distribuidoras e dos revendedores”, explica a Petrobras.

Em declaração recente, a companhia afirmou que “os impostos do gás de cozinha e do diesel já estão sendo zerados na hora da compra nas refinarias”.

Efeitos da pandemia

A pandemia da Covid-19 tem aumentado o consumo do gás de cozinha pelos brasileiros. Em 2020, a alta foi de 5% no consumo do botijão de 13 Kg em relação ao ano anterior. Já o consumo de GLP industrial teve queda de 2,3%.

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) projeta alta de 1,7% ao ano para a demanda de GLP até 2030, substituindo o uso de lenha e carvão nas áreas rurais, enquanto nos centros urbanos o GLP perde espaço para o gás natural encanado. Em uma década (2021 -2020), o consumo de GLP subiu 8,8%, de acordo com dados da ANP.

Segundo o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), o Brasil possui 19 distribuidoras de GLP, sendo que quatro empresas detém 80% do mercado: Ultragaz (23%); Liquigás (21%); Supergasbras (20%) e Nacional Gás (18%).

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