Pentágono criará grupo focado em agilizar a identificação de OVNIs

Mais do que propriamente descobrir vida extraterrestre tentando se comunicar com a Terra, os americanos estão agindo para identificar eventuais avanços tecnológicos de chineses e russos

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou, na terça-feira (23), planos para agilizar a acolhida de relatos de OVNIs e analisar com mais rapidez os eventos. A principal ação será a criação de um grupo focado no assunto.

O novo grupo unificado, que será chamado Grupo de Identificação e Sincronização para Gerenciamento de Objetos Aerotransportados (AOIMSG, na sigla em inglês), padronizará o processo para relatar incidentes.

De acordo com a secretária adjunta de Defesa, Kathleen Hicks, a proposta é “identificar e reduzir as lacunas relacionadas à capacidade operacional” das autoridades americanas na hora de detectar e entender esses fenômenos, que são chamados oficialmente pelos militares americanos e agências do governo como Fenômenos Aéreos Não Identificados (UAPs, na sigla em inglês)

O anúncio foi feito após o reconhecimento do governo no início deste ano de que vale a pena estudar esses documentos para identificar eventuais problemas à segurança do país.

Mais do que propriamente descobrir vida extraterrestre tentando se comunicar com a Terra, os americanos estão agindo para identificar eventuais avanços tecnológicos de chineses e russos.

Em junho, o Escritório do Diretor de Inteligência Nacional divulgou seu tão esperado relatório, que examinou 144 casos de avistamentos de UAPs. Apenas um desses fenômenos foi explicado pelos investigadores, mas não está relacionado a incursões russas ou chinesas nem a extraterrestres.

A questão dos UAPs alimentou anos de lutas internas em Washington, incluindo batalhas burocráticas dentro do Pentágono e pressão do Congresso sobre a seriedade com que tratar os relatórios.

Mas a divulgação do relatório foi uma indicação de que o governo dos Estados Unidos finalmente estava levando a sério o que por tanto tempo foi considerado uma questão secundária.

A Marinha liderou a Força-Tarefa UAP, mas nenhum outro serviço teve um esforço semelhante para catalogar e analisar avistamentos de OVNIs. A maioria dos 144 avistamentos relatados foram registrados por pilotos da Marinha.

Após a divulgação do relatório, Hicks instruiu a subsecretaria de defesa para inteligência e segurança a desenvolver um plano para lidar de forma mais séria e completa com os avistamentos de UAPs.

Além disso, o novo grupo será utilizado para coletar dados e analisar eventuais “medidas de contraespionagem e mudanças de política” nacional tendo em vista a proteção do seu território e a “mitigação de quaisquer riscos apresentados por objetos de interesse aerotransportados”, disse a secretária.

O recém-criado AOIMSG assumirá o trabalho da Força-Tarefa UAP da Marinha enquanto o Departamento de Defesa trabalha para obter uma melhor compreensão do que está por trás dos avistamentos de OVNIs, e se podem representar uma ameaça.

O trabalho da AOIMSG será supervisionado por um conselho executivo. CNN

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