Orçamento da UFRJ encolheu e deve fechar as portas até novembro, diz Reitoria

Berço de profissionais ilustres, como Oscar Niemeyer, a universidade sediada na Ilha do Fundão veio tendo redução significativa de orçamento desde 2012

Com 55 mil alunos, mais de 1.400 laboratórios, nove hospitais, 45 bibliotecas e 15 prédios tombados, uma das maiores universidades do Brasil está prestes a fechar as portas. A afirmação é da reitora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Denise Pires de Carvalho.

“Nós conseguimos pagar os contratos até o mês de agosto, em setembro não. Há uma possibilidade de ‘shut down’”, afirma ela.

Berço de profissionais ilustres, como Oscar Niemeyer, a universidade sediada na Ilha do Fundão veio tendo redução significativa de orçamento desde 2012, quando –nas contas da reitoria– o orçamento corrigido pela inflação era o equivalente a R$ 725 milhões. Hoje ele é de R$ 329 milhões. Para pagar as contas até o fim do ano, eles calculam que seria necessário chegar em R$ 390 milhões. Só nos últimos dois anos, a UFRJ teria perdido 30% do seu poder de investimentos.

“Isso nunca aconteceria em Oxford. Num momento de pandemia, as universidades ganham mais”, diz Denise.

Pesquisadores estão na fase final de produção da UFRJ-vac, uma das vacinas em pesquisa para frear o coronavírus.

Efetivamente o dinheiro acabaria em agosto. Em setembro já não seriam pagas as contas de água e luz e os contratos de limpeza e segurança. A direção da universidade afirma que, quando não tiver condições mínimas de funcionamento, vai fechar as portas e cobra do governo federal o desbloqueio e a recomposição de valores cortados do orçamento.

“Nós temos agora 45 dias pra reverter o bloqueio. Nós não queremos, de forma alguma, parar. Se nós tivermos uma parada eu posso garantir que ela será barulhenta, não será tranquila”, afirmou o pró-reitor de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças, Eduardo Raupp de Vargas.

Entre os nove hospitais administrados pela UFRJ estão unidades de média e alta complexidade, como o Hospital Clementino Fraga Filho e a Maternidade Escola. Eles também seriam impactados, já que R$ 80 milhões do orçamento são destinados a eles.

“O que acontece quando a luz for cortada? Porque os pacientes que precisam de respiradores não se mantêm sem luz”, afirmou a reitora.

No caso desses locais, a parada seria programada e alertada aos pacientes, pra que não haja riscos a eles. CNN

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