OIT aponta queda do desemprego na América Latina em 2018

No Brasil, espera-se que o nível de desemprego caia de 12,5% de 2018 (três décimos a menos do que em 2017) para 12,2% em 2019 e para 11,7% em 2020

A porcentagem de desempregados na América Latina ficou situada em 8% em 2018, um décimo a menos do que o registrado em 2017, e de acordo com o relatório “Perspectivas Sociais e do Emprego no Mundo” divulgado nesta quarta-feira pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), cairá para 7,8% em 2020

No Brasil, espera-se que o nível de desemprego caia de 12,5% de 2018 (três décimos a menos do que em 2017) para 12,2% em 2019 e para 11,7% em 2020.

Por outro lado, na segunda maior economia regional, o México, o nível de desemprego (3,3% em 2018) pode subir para 3,4% em 2019 e retornar para 3,3% no ano seguinte.

A OIT elaborou estas previsões levando em conta a esperada moderada aceleração do crescimento da economia regional, de 2% de 2019 para 2,6% em 2020.

Esta será impulsionada especialmente por países como o Brasil (onde se espera uma alta do Produto Interno Bruto de 2,4% neste ano após um aumento de 0,7% de 2018), a Colômbia, o Peru e o Chile (todos eles com crescimentos previstos para entre 3,4% e 4,3%).

Isso compensaria, na média regional, as recessões em 2019 esperada para países como Venezuela, Nicarágua e Argentina (neste último é projetado que o desemprego passará de 7,3% de 2017 para 10% em 2019), segundo o relatório.

A “forte recuperação do crescimento econômico” terá certo impacto na criação de emprego, “embora não em escala em massa”, diz o relatório a OIT, que espera um aumento da população empregada de 1,4% neste ano e no próximo.

O estudo ressaltou que o número de trabalhadores assalariados na América Latina (em oposição aos que ganham por conta própria ou em negócios familiares) é alto, de 63% em 2018, mas que isso não é sinônimo de qualidade no emprego, já que quase metade deles (45%) desempenham trabalhos informais.

Neste sentido, a OIT ressaltou que 53% dos trabalhadores latino-americanos se dedicam à economia informal (fora do controle estatal e não fiscalizada), uma das porcentagens mais altas do mundo e que sobe até cerca de 80% em países como Bolívia, Guatemala e Nicarágua.

Inclusive nas economias maiores e desenvolvidas da região há altos níveis de informalidade, que são de 47,2% na Argentina, 46% no Brasil, 40,5% no Chile e 53,4% no México, segundo o relatório.

“O relatório mostra que existe uma relação entre emprego informal e níveis de pobreza”, destacou na apresentação do relatório o diretor de pesquisa da OIT, Damian Grimshaw.

O especialista mostrou que países da região com altos níveis de informalidade laboral também lideram as estatísticas de pobreza, como Honduras, Guatemala ou Nicarágua, enquanto aqueles com maiores trabalhos formais, caso do Uruguai, Chile e Costa Rica, também apresentam melhores números de bem-estar social.

A OIT sustenta que está havendo esforços legais e fiscais em países como Peru, Uruguai, Brasil e Paraguai para reduzir essa informalidade.

O relatório também apontou como avanço positivo o desenvolvimento em países da região de programas de proteção social não contribuitiva para reduzir a pobreza e a informalidade dos trabalhadores.

Como exemplo, mencionou a extensão da seguridade social a familiares de empregados no Chile, Colômbia e México.

Outro mecanismo para reduzir a pobreza do trabalhador informal foram as transferências de renda condicionadas (subvenções estatais dependentes de ações dos beneficiados), que cobriram 45% da população equatoriana e cerca de 25% da do Brasil, Colômbia e México.

EFE

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