O último a sair apaga a luz…

Hoje quero falar de um programa que ao longo dos anos foi se perdendo e hoje está encerrando seu ciclo na TV Globo: o Video Show. Faz 35 anos que entrou no ar em 20 de março de 1983, tendo como primeira apresentadora, a atriz Tássia Camargo. De lá pra cá foram muitos os apresentadores que sentaram naquela bancada para trazer alegria e diversão às tardes da emissora. Bem como tudo que é bom sempre acaba, foi assim com o Video Show. O motivo que levou ao fim o programa foi a audiência. Faz muito tempo que ele vem perdendo para programas do SBT e Record. E isso se tornou o principal problema da Vênus Platinada.

A verdade é que o programa foi criado com um objetivo: resgatar os 18 anos até então de TV Globo em seus arquivos e entreter o público com clipes e entrevistas com artistas da emissora. Durante um bom tempo essa foi a tônica do programa que até 1987 teve mais de 50 apresentadores de peso, entre eles: Tony Ramos, Nuno Leal Maia, Denis Carvalho, Míriam Rios, Lucélia Santos, Eva Wilma, Patrícia Pillar, Paulo José, Malu Mader, entre outros.

Em 1987 Miguel Falabella assume a bancada e por muitos anos tomou conta do programa. Sempre com o astral lá em cima, Falabella fez uma brilhante parceria com Cissa Guimarães e o Vídeo Show se tornou o programa da família brasileira. Inicialmente era apresentado aos domingos, depois, com Marcelo Tas foi para as tardes de sábado. E quando já havia se tornado o companheiro do povo brasileiro começou a ser exibido diariamente.

Acredito que no atual formato diário o programa acabou se perdendo. Conheço muitas pessoas que reclamavam do programa dizendo que ele havia perdido sua identidade. O público gosta de ver as obras que fizeram sucesso no passado. Novelas e programas de quando a Globo ainda engatinhava, e isso hoje em dia era muito pouco explorado. O programa de quase 1 hora de duração e apenas alguns poucos minutos dedicados a esse tipo de matéria.

Conheço algumas senhoras que dizem que o “…Vídeo Show se perdeu ao longo dos anos e que de um tempo para cá o programa ficou chato, pois só passa bastidores das novelas atuais e perdem um tempo danado revendo cenas que aconteceram ontem…” Sabe, eu vou ter que concordar com essas observações dos telespectadores.

Acho que se continuar assim, daqui a pouco o que vai acabar será o “Vale a pena ver de novo”, pois as novelas reprisadas são muito novas e ainda estão no imaginário do povo brasileiro. Espero sinceramente que seja revisto vários aspectos que envolvem o entretenimento brasileiro, pois se continuar assim, em breve teremos muito poucas atrações que realmente valham a pena serem acompanhadas.

O canal Viva está reprisando “Indomada”, “Vale Tudo” e “Baila Comigo”, novelas bem antigas e com uma produção bem inferior às novelas de hoje em dia, mas com histórias bem interessantes e acabam prendendo o público. Lembrando também que, por serem mais antigas, muita gente nunca viu ou não lembram e, assim sendo, um bom motivo para serem revistas.

A audiência é bastante interessante devido aos horários que passam. Uma pena que programas acabem de uma forma como a que o Vídeo Show está vivendo, a baixa audiência. O certo é que ficará uma pergunta a ser respondida: o programa está acabando realmente pela baixa audiência ou esgotou todos os seus leques de opções de entretenimento?

Caberá a Sophia Abraão e Joaquim Lopes apagarem a luz do programa de entretenimento mais antigo da Rede Globo.

João Bosco no Rival Petrobras

Celebrado dentro e fora do Brasil como uma dos compositores e cantores mais notórios da música brasileira; conquistou o mundo nos idos da década de 1970 ao firmar parceria com Aldir Blanc, com quem compôs centenas de canções, incluindo “O Bêbado e a Equilibrista”, “Falso Brilhante”, “Bala com Bala” e “Dois Pra Lá, Dois Pra Cá”, que se tornaram clássicos da MPB na voz de eterna de Elis Regina. Agora, toda a preciosidade musical de João Bosco volta ao palco do Teatro Rival Petrobras (Cinelândia) nos dias 11 e 12 de janeiro, sexta e sábado, às 19h30, com o show “Mano que Zuera” cantando sucessos da carreira acompanhando dos músicos Guto Wirtti (baixo), Ricardo Silveira (guitarra) e Kiko Freitas (bateria).

Teatro Rival Petrobras – Rua Álvaro Alvim, 33/37 – Centro/Cinelândia. Dias 11 e 12 de janeiro (sexta e sábado). Horário: 19h30. Abertura da casa: 18h. Ingressos -Setor A: R$ 120,00 (inteira), R$ 60,00 (meia entrada) | Setor B: R$ 90,00 (inteira), R$ 70,00 (promoção para os 100 primeiros pagantes), R$ 45,00 (meia entrada)

Por

Jornalista e comentarista esportivo. Moro em Niterói há 22 anos. Fã de cultura e esportes. Ex-editor em jornais na cidade do Rio de Janeiro. Atualmente me dedico à interatividade cultural. Acredito na importância da divulgação por todos os meios da cultura nesse país.

Comentários estão fechados.

http://api.clevernt.com/0d18126b-b33f-11e7-bb95-f213f22ad24e