“O problema político brasileiro nunca foi e não será a urna eletrônica”, diz Gilmar Mendes

Cem milhões de reais do TSE são destinados às forças armadas para a questão de logística

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, foi categórico ao afirmar a confiança que tem nas urnas eletrônicas. O magistrado esteve no Rio de Janeiro, nessa segunda-feira (13), para receber homenagens pelos vinte anos na Corte.

“ Nosso problema não está no voto eletrônico, podemos ter na liberdade de voto. Se eu tenho uma comunidade que é dominada pela milícia, pelo tráfico, obviamente que a liberdade de voto não existe. Mas isso não é problema da urna eletrônica. O problema político brasileiro nunca foi e não será a urna eletrônica. Estou seguro disso”, disse.

Ele conversou com a imprensa após um almoço com empresários na Associação Comercial do Rio de Janeiro. Gilmar comentou sobre a confirmação das Forças Armadas na fiscalização das eleições.

“Se a gente olhar na origem da construção da urna teve participação de instituições importantes no Brasil. As Forças Armadas já participam historicamente. Cem milhões de reais do TSE são destinados às forças armadas para a questão de logística, levar urnas em locais distantes, fazer o transporte de equipamentos”.

O ministro Roberto Barroso do STF determinou que o governo federal adote todas as medidas necessárias e com envio de relatórios sobre o desaparecimento do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Araujo Pereira. Gilmar Mendes comentou o caso.

“Acho lamentável, extremamente grave que esteja ocorrendo isso nessa região do Brasil. Todo quadro de insegurança, tráfico, pesca ilegal, caça ilegal, invasão de área indígena. Tudo isso precisa ser olhado pelas autoridades brasileiras com a devida atenção. Tem que discutir o que não deveria ter ocorrido que é a ausência ou falta de adequada fiscalização nessa área que foi o que permitiu que ocorresse isso”, afirmou.

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