O papel da emoção e do storytelling emocional para a construção de marca

Toda marca precisa ser construída estrategicamente, e há inúmeras ferramentas para isso. No entanto, uma das táticas mais poderosas é fazer uso das emoções

Contar histórias, utilizando recurso de storytelling emocional, é uma técnica testada e comprovada para construir uma marca, mas que não vai longe sem estabelecer algum tipo de conexão emocional.

Esta parte da construção da marca depende muito da psicologia, assim como da compreensão das necessidades emocionais básicas de seus clientes.

Usar a emoção para impulsionar o comportamento pode ser pensado como uma forma sutil de controle da mente. Você quer que o cliente tenha uma boa experiência com sua marca, de modo que o torne cada vez mais leal à ela. 

Cada elemento de uma marca pode ser moldado por meio de um branding emocional, que tem como objetivo desenvolver clientes fidelizados.

O design, o logotipo, o ícone, a mensagem — tudo isso precisa ser projetado para criar uma reação emocional específica nos consumidores.

Você não precisa ser uma empresa enorme para criar esse tipo de relacionamento emocional. Empresas de todos os tamanhos podem fazê-lo, prestando atenção à mentalidade dos compradores de hoje.

Se quer entender mais sobre o papel das emoções na construção do branding, continue a leitura e veja:

O que é branding emocional?

Branding emocional se refere ao uso de emoções provocadas por uma marca a fim de criar uma relação entre a empresa e seus clientes.

Para provocar essa reação emocional, é preciso apelar para as aspirações, necessidades, dores e emoções gerais dos consumidores.

Há muitas coisas que são desejadas pela maioria dos seres humanos. Estas incluem a gratificação do ego, o amor, a segurança emocional e o poder. Todas essas necessidades são subconscientes, mas estão lá e prontas para serem provocadas pelo marketing que as desencadeia.

Esforços de marketing contendo esse tipo de provocação emocional são considerados cerca de 50% mais eficazes do que as propagandas que não se aproveitam das emoções.

Contudo, quando o branding emocional não é bem executado, ele acaba deixando o público confuso, em vez de emotivo. É importante ter cuidado sobre quais emoções você está tentando explorar e como isso é feito na prática.

Executar uma série de anúncios emocionais é uma boa maneira de continuar construindo esse vínculo emocional. É comum que as marcas usem eventos importantes para criar anúncios emocionais. Essas ações atingem o coração da audiência em cheio e depois promovem o produto que está sendo vendido.

Em situações atípicas, como as observadas durante o isolamento social causado pela Covid-19, podem levar as marcas a criar anúncios que inspirem os consumidores a se emocionarem.

Existem quatro pilares para a construção global de uma marca. Cada um deles se conecta com os outros para criar uma estratégia completa, que pode resultar em emoções positivas e, assim, gerar mais clientes e um nível de lealdade mais elevado.

O segredo do jogo é equilibrar a conclusão de vendas em curto prazo e a construção de uma conexão emocional em longo prazo. Para isso, a empresa deve ter uma definição clara de sua marca e contar com diretrizes que determinem sua identidade.

Deve haver uma governança que ajude os profissionais de marketing a obter as informações necessárias para cumprir as diretrizes, bem como dar-lhes a autorização necessária para desenvolver os conceitos de desenvolvimento da marca.

E, por último, precisa haver um entendimento específico, com padrões estabelecidos, sobre como quantificar e avaliar o valor da marca.

Uma maneira de apelar para as emoções básicas é usar a famosa Hierarquia das Necessidades. Essa hierarquia detalha as necessidades específicas que as pessoas apresentam para serem felizes e emocionalmente saudáveis.

A estrutura hierárquica tem a forma de uma pirâmide, com as necessidades físicas mais básicas localizadas na base. Muitas das necessidades emocionais básicas dos seres humanos são o que almejamos dos outros e de nós mesmos. Todos nós precisamos de sentir pertencimento e amor por meio de amigos e relacionamentos íntimos.

Também precisamos de sentimentos de realização e prestígio, além de auto-atualização. Esse é um sentimento de alcançar o próprio potencial, o que muitas vezes inclui necessidades criativas.

Conhecendo essas necessidades básicas, você pode trabalhar para oferecer alguns desses elementos aos consumidores por meio do branding.

Esse lado emocional da publicidade e do marketing pode funcionar por meio da avaliação de cada uma das necessidades e da criação de maneiras de satisfazê-las. Muitas marcas perseguem o fator prestígio, mas há muito espaço para trabalhar na satisfação das necessidades das pessoas.

Olhando mais de perto para a hierarquia das necessidades, mais coisas se tornam aparentes. Os seres humanos precisam pertencer a um grupo.

Você deve ter notado os famosos anúncios PC vs. Mac que colocam todos diretamente em um grupo baseado em seus computadores.

O apelo às necessidades do grupo tem funcionado para muitas outras marcas que definem um grupo e, depois, convidam o consumidor a fazer parte dele.

Quais são os benefícios da estratégia de branding emocional?

A impressão que o público forma sobre a sua marca é vital para a decisão de compra.

Entretanto, estudos da Princeton mostraram que é preciso menos de um segundo para causar uma primeira impressão.

Parte do branding emocional é aproveitar esse primeiro segundo para que a primeira impressão seja, de fato, boa.

Podemos nos considerar criaturas de lógica, mas muito de como tomamos decisões depende de nosso subconsciente e de nossos instintos. Esse subconsciente precisa ser alcançado se quisermos conduzir a tomada de decisões.

As ânsias subconscientes dos sonhos, dos desejos, do ego e as aspirações dos clientes são vitais para criar uma conexão emocional.

Três estudos demonstraram que as pessoas podem esquecer as especificidades de uma marca, tais como as fontes específicas ou imagens de produtos, mas elas se lembram dos sentimentos evocados pela empresa. 

O branding emocional se encaixa nesse cenário, criando vínculos entre clientes e marcas. Isto faz com que seja a maneira perfeita de permanecer memorável na mente dos consumidores e de criar relações que possam durar por muito tempo.

É uma forma de falar diretamente com o consumidor e fazer com que ele responda com uma conexão emocional.

Quando os clientes estão satisfeitos com uma marca, isso é excelente para os negócios. Entretanto, quando eles estão emocionalmente ligados à marca, eles se tornam cerca de 52% mais valiosos.

Descobriu-se que anúncios de TV que criam uma resposta emocional são três vezes mais propensos a resultar em intenções de compra. 

O branding emocional também impulsiona a fidelidade, e isso é o resultado de um relacionamento de longo prazo com uma marca. Quando você tem maior fidelidade à marca, você tem números de vendas maiores.

Na próxima semana irei abordar mais este tema e darei a conclusão final para vocês irem a fundo no marketing emocional.

Até a próxima semana! E lembre-se: Eu acredito em você!

Por

leny.espinola@oestadorj.com.br

* Radialista, Fotógrafa e Palestrante Motivacional.

Comentários estão fechados.

http://api.clevernt.com/0d18126b-b33f-11e7-bb95-f213f22ad24e