O maior barato é abafar – Podes crer

Vai uma cuba libre? Não. prefiro um martini. Era nesse clima que rolavam as festas e os bailes da era disco nos anos 70 e 80. Quem não lembra da boate de Nelson Mota, Frenetic Dancin’ Days e das não menos famosas Hipopótamus, New York City, mais tarde Help, Mamão com Açúcar e Mistura Fina? Não se esquecendo do Canecão, onde se apresentaram ícones do Brasil e do mundo.

Um frenesi que a juventude da época fazia questão de deixar fluir livremente, apesar do momento político não muito propício para comportamentos digamos que exuberantes e livres de qualquer amarras ideológicas.

John Travolta saía de sua bolha de plástico e seguia em direção a sua boate preferida, a 2001 Odissey, em New York, para ganhar o mundo ao som de um grupo de irmãos que sabia fazer um som dançante e melódico. Enquanto isso, multidões faziam filas nas salas de cinemas para apreciar uma obra prima que ganhava o universo nas mãos de George Lucas.

As pessoas ficaram assustadas e com enorme medo de entrar no mar por algum tempo depois que viram um tubarão aprontar e causar pânico por onde passava e o mundo fixou os olhos na telona e aprendeu rapidamente as cinco colcheias que iniciaram a comunicação entre os humanos e os extraterrestres em “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” que fizeram de Steven Spielberg um dos maiores diretores de cinema da idade moderna.

Bee Gees, Diana Ross, Jackson Five, Elton John, David Bowie, entre outros, ditavam os ritmos que seriam sucesso nos anos 70 e até hoje, pois além da cultura vintage ser hoje adorada por muitos. alguns artistas ainda fazem música nos dias de hoje. No Brasil tínhamos Mutantes, Chico Buarque, Caetano Veloso, Toni Tornado e sua BR3 e Secos & Molhados, bem eles merecem uma coluna só para falar sobre eles.

Não existia ainda as Frequências Moduladas (FM), somente Amplitude Modulada (AM). E os sucessos tocavam nas extintas rádios Tamoio e Mundial. Havia também a rádio América que procurava acompanhar a trilha seguida pelas líderes de audiência do dial.

Roupas coloridas e psicodelismo reinavam nos anos 70 e os jovens estavam numa espécie de transe total, pois tudo era somente “paz e amor” e a guerra não tava com nada. A década do sexo, drogas e rock’n roll trouxe a liberdade sexual completa. E como disse tio Ben do Peter Parker (Homem Aranha) “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”, essa liberdade trouxe doenças que mais tarde significaria o fim para muita gente, mas isso é tema para outro momento.

Bicho, mas não fique grilado com isso, pois apesar de a coisa tá russa, basta manjar que para abafar mesmo, só quando você gamar em algo ou alguém e fazer desse momento o mais importante de sua vida, que vai te deixar pra lá de marrakesh. Não se grile e muito menos dê no pé porque o maior barato é saber viver e aproveitar bem esse momento sem culpa. falou e disse.
Continua…

40 anos de Boca Livre – Imperator – domingo, 9 de dezembro às 19h

Única apresentação para comemorar os 40 anos de carreira. O grupo Boca Livre – quarteto formado por Zé Renato, Mauricio Maestro, David Tygel e Lourenço Baeta –, se apresenta no Centro Cultural João Nogueira, o Imperator, no dia 9 de dezembro, domingo, às 19h.

“Viola de bem querer – Boca Livre 40 anos” faz uma compilação de músicas de várias fases do quarteto carioca e traz também novidades que estarão no próximo disco do grupo, como Viola de bem querer” (Breno Ruiz/Paulo Cesar Pinheiro), “Vida da minha vida” (Sereno/Moacyr Luz) e “Amor de índio” (Beto Guedes/Ronaldo Bastos).
Serviço:

O Imperator fica Rua Dias da Cruz, 170. Méier às 19h. Ingressos: R$60,00 (inteira) e R$30,00. Classificação: Livre.

Por

Jornalista e comentarista esportivo. Moro em Niterói há 22 anos. Fã de cultura e esportes. Ex-editor em jornais na cidade do Rio de Janeiro. Atualmente me dedico à interatividade cultural. Acredito na importância da divulgação por todos os meios da cultura nesse país.

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