O Juarez profetizou…

Maio chegando ao fim e eu preso em casa, assim como muitas pessoas que ainda respeitam a quarentena, mesmo contra a vontade. Digo contra a vontade porque num país como o nosso, onde a economia respira através de respiradores, não esses que estão vagando por aí e ainda não encontraram o caminho dos hospitais do Rio de Janeiro, mas aqueles que acabam não ventilando o necessário para nos tirar do precipício que nos espera pós-pandemia. Sinto que teremos dias difíceis, mas como um bom brasileiro, não perco a esperança. Nós temos a vontade estampada em nossos rostos e a emergência no coração, por isso, acredito que daremos um jeito e viraremos esse jogo.

Tenho visto algumas atitudes e iniciativas que corroboram com o que digo. Ainda bem que vivemos em um mundo moderno onde a tecnologia avança e nos mostra o futuro. Um amigo meu no início do milênio já havia me dito que em breve estaríamos trabalhando de casa e que o computador faria boa parte do serviço. E eu cheguei a duvidar. Mas hoje dou minha mão à palmatória, virtual, pois está “proibido” aperto de mão ou qualquer outra ação que a faça tocar em outra mão.

Mas, sinceramente, eu venho já há alguma tempo percebendo essa mudança já percebida por esse meu amigo, Juarez Botelho, um cara viajado e culto que sempre me ensina algo novo. Tê-lo como amigo é uma dádiva. Ele andava sumido e agora na quarentena resolveu fincar a bandeira mesmo que por tempo limitado aqui na terrinha. Pena que não podemos sentar à beira de um bar e bebermos aquela cerveja bem gelada proseando assuntos diversos. Quem sabe quando tudo isso acabar.

Mas voltando ao futuro, vejo não um “museu de grandes novidades”, mas um galpão de prosperidade. Vejo a gente se reinventando e criando situações. Vejo as pessoas trabalhando com mais determinação e objetivo, isso porque seremos donos dos nossos “trampos”. Vamos criar alternativas capazes que fazer a engrenagem andar mesmo que no início de forma lenta, mas gradual. Vejo um povo mais aberto às possibilidades, sejam elas quais forem, sempre terá alguém a experimentar. Afinal, o novo sempre vem.

E a tecnologia será a mola mestra nessa perspectiva futura. Hoje já ensaiamos algumas coisas. Lives, aulas, programas de todos os tipos, reuniões, festas, shows, eventos, etc. Estamos entrando realmente na era virtual, só que agora com profissionalismo. Se você procurar vai encontrar algo que possa lhe render algum vil metal ou até bitcoins, quem sabe, vai depender do que procuras. Eu quero que a internet nos ajude de forma eficaz e real a vencer a crise pós pandemia e dê oportunidade a todos de tirar o seu melhor. Ela veio para “nos ensinar a pescar”.

Em tempo: é claro que tudo isso que sonhei e acredito que possa acontecer dependerá da liberdade de expressão e do uso da internet no futuro. Andam querendo nos calar no único lugar que podemos criar e sonhar com um mundo melhor. Com um país mais humano e igual. Que Deus olhe por nós e nos permita continuar sonhando.

Por

Jornalista e comentarista esportivo. Moro em Niterói há 22 anos. Fã de cultura e esportes. Ex-editor em jornais na cidade do Rio de Janeiro. Atualmente me dedico à interatividade cultural. Acredito na importância da divulgação por todos os meios da cultura nesse país.

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