O cavalo é a mais nobre conquista do homem

E hoje é o dia dele aqui no Brasil. O animal majestoso e elegante. Uma verdadeira joia

A frase é do naturalista francês do século XVIII, Georges-Louis Leclerc, conde de Buffon. O cavalo existe há cerca de 55 milhões de anos e tem no Eohippus um de seus mais antigos ancestrais. Por volta de três milhões de anos, a espécie Equus já apresentava cascos e teve a capacidade de se espalhar por diferentes partes do mundo. E assim, alguns milhares de anos, homem e cavalo se encontrariam para a realização de várias tarefas que envolveriam a agricultura, o transporte, a guerra e até mesmo o esporte. E assim o amor foi consolidado.

Não importa o seu nível de conhecimento e/ou afinidade, um cavalo é um cavalo e não é apenas um cavalo. Cavalo não é para maltrato, não é trabalho até as últimas, não é no chicote. Cavalo tem que ser tratado mesmo como um ser supremo, visto que é sobre seu lombo que aconteceram os maiores fatos históricos. Quem estava às margens do rio Ipiranga com seu patrão? De Alexandre o Grande a Gengis Khan, ele portou conquistas e ritmou batalhas. E permitiu disseminar genes, línguas, culturas e doenças. Sua domesticação constituiu um instante fundamental. Agradeçamos, pois, a esse ser supremo, cultuando as suas raças diversas e prometendo que nunca os açoitaremos ou os judiaremos.

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Tenho a felicidade de acompanhar minha cunhada e seus cavalos pela vida, o amor entre eles é de tal cumplicidade que não duvido que eles leiam os pensamentos um do outro. O ciúme é tal que ninguém pode chegar muito perto dela sem o consentimento dele, Santiago, o rei. Obviamente aceitamos suas vontades e seus caprichos, sob pena de levar uma mordida ou apenas uns trancos. Ou um coice bem dado. Santigo é da raça BH (Brasileiro de Hipismo), um cavalo de adestramento e salto e minha cunhada se apaixonou pelo seu jeito moleque e rebelde. Deu tão certo que ela fez dele sua melhor companhia nos fins de semana, tempo sagrado de sua semana.

Criado através de cruzamentos entre si ou com exemplares de Puro Sangue Inglês da América do Sul, na década de 1970, a raça deu tanto certo que já está entre as melhores. Ele atende também as exigências das Polícias Militares, sendo eleito o cavalo com o melhor padrão racial para executar o policiamento montado em diversos Estados. Nada mais.

Tenho pelos cavalos uma certa dose de amor e respeito, mas infelizmente nunca os montei. Foi numa daquelas bobeiras de criança, em que me colocaram na sela de um cavalo gigantesco (eu só tinha 4 anos!!) e eu não sabia onde me segurar. Pronto, o pânico tomou conta, mas “ah, deixa a Paulinha, logo mais ela se esquece”. Caçula tem dessas coisas: “Esqueci, mas não montei. Fumei, mas não traguei. Escrevi, mas não assinei. Votei, mas não concordei.”

Ninguém pensa num mundo sem cavalos, ninguém imagina um passado sem os cavalos. Ninguém pode imaginar um futuro sem eles. Viva o dia deles!

Por

paula.toom@oestadorj.com.br

Jornalista, tradutora, revisora e redatora. Tem 3 cachorros, 3 gatos fixos e mais um monte ao seu redor. Cuida para que eles não sejam abandonados pelas sarjetas. É editora-chefe das colunas que você lê aqui.

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