O calor está no ar, na pele, nos pelos

O verão é lindo, as pragas que judiam de nossos bichos que o digam. Azar delas

É verão, bom sinal, já é tempo. Certo, tempo de cuidar das pulgas, dos carrapatos, da sarna, dos ácaros e dos parasitas, sejam eles genéricos ou não. Sem querer alarmar e já apavorando, tive alguns episódios parasitológicos em meus bichos, o que me levou a pesquisar um pouco mais sobre eles.

Não, não vou passar por cima dos veterinários, que obviamente sabem mais do que eu, mas posso ajudar a divulgar o que senti na pele com os meus, afinal, essa é minha função.

Com a chegada do calor, todos nós ficamos mais leves, soltos na vida e queremos abraçar tudo aquilo que nos faz bem e nos deixa felizes. Os malditos parasitas também. Eu já cheguei a ver uma barata tomando água no bebedouro do meu cachorro. Sério. Fiquei com dó, guardei a vassoura no coldre e fui embora.

Pensando nessa onda de calor versus parasitas, fui atrás de informações sobre essas coisas nojentas e o que podemos fazer para combater essas pragas: limpeza, aspirador, água limpa e muita paciência são essenciais. Mas uma pesquisa mais a fundo pode fazer com que essas pragas não se aninhem na sua casa, no seu sapato, travesseiro ou, que nojo, na sua comida.

Primeiro, se for cachorro, comprimidos vermífugos são tiro e queda. Põe na boca, enfia goela abaixo e pronto. Achou muita maldade com o amigo? Amassa num pratinho, põe um pouco de patê e pronto, comem que é uma beleza!

Agora, os gatos. Esses têm uma pilantragem que não dá pra enganar só com patê ou coisinhas fofinhas. Tente colocar um repelente de pulgas no cangote do seu gato sem ele ficar possesso por algum tempo. Impossível!

Assisto na TV a um programa, em que o veterinário vem com a maior cara de pau, abre a boca de qualquer animal e pow! põe o comprimido goela abaixo de todos. E eles nem o odeiam por isso!!

Penso que os laboratórios deveriam desenvolver comprimidos para animais com o melhor sabor do mundo, não aqueles “comprimidinhos palatáveis” que, além de terem um cheiro horroroso, só enganam os animais. Ou remédios líquidos sem aquele gosto de caramelo que dá enjoo só de sentir o cheiro, que dizer do gosto?

O fato é que o calor veio com tudo, os ovos de pulga eclodem, os animais os comem e os vermes aparecem. É o ciclo da vida paralela e cabe a nós terminarmos com ele. Sem esquecer também dos vermes modernos, que andam pelas ruas, pela redondeza, pelo seu bairro, os quais damos até bom dia, mas não percebemos a coceira e a dor de barriga que nos causarão. Mas essa é uma outra história, ainda sem fim e que não tem remédio pronto. Não ainda.

Por

Jornalista, revisora e redatora. Tem 3 cachorros, 3 gatos fixos e mais um monte ao seu redor. Cuida para que eles não sejam abandonados pelas sarjetas. É editora-chefe das colunas que você lê aqui.

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