Não podemos perder a fé

A verdade é que nada sabemos e ainda faltam 90 dias para 2020 acabar. Se é que vai acabar

Ninguém sabe onde isso vai parar ou acabar. Todos precisam de uma luz no fim de um túnel que se apresenta sem saída. Em quem podemos ou devemos apoiar. 

Setembro em breve estará terminando e o que restará para o fim deste ano? Eu sei, mais três longos meses de incertezas e medo. E temos algum remédio para amenizar os estragos? Acredito que não, ou melhor, temos a fé. Isso mesmo, podem achar que estou levando nossa esperança para esferas espirituais, mas é exatamente isso. O ano de 2020 se tornou um espaço no tempo em que paramos para um ano sabático. Mas todos ao mesmo tempo? Como parar o planeta com todos repensando suas vidas e seus projetos? Estranho, mas foi mais ou menos isso que aconteceu por um certo tempo.

De março até setembro nos deparamos com muitas incertezas e desconfianças. Paramos para ver se continuaríamos. Brigamos para saber quem estava certo. Ignoramos o óbvio por pura vaidade e arrogância. Metemos os pés pelas mãos em alguns momentos, mas no fim o que ficou foram furos no telhado. Buscamos ajuda em todas as esferas e o que conseguimos foram alguns trocados sem garantias. Garanto que pensamos que logo estaríamos livres da prisão que se tornou nossas vidas. Só que ainda não terminamos nossa sabatina e ainda faltam muitas questões a serem resolvidas.

Foram sete meses em que o mundo viveu a sensação de impotência, e não adianta vir me dizer que basta um viagra que tudo se resolve, não, não vai se resolver. É muito mais complexo que a própria teoria da relatividade. Afinal, vamos conseguir terminar esse ano sabático aprendendo alguma coisa capaz de nos tornar seres melhores? Ainda tenho dúvidas, aliás, muitas. parto do princípio que das 7,8 bilhões de pessoas que hoje desfrutam da vida na terra, uma pequena parte esteja realmente preocupada com o futuro que está sendo preparado agora. Não me surpreenderia se a maior parte dos seres humanos não estivessem nem um pouco apreensivos com os rumos de 2020.

A verdade é que em três meses precisamos saber se o que aconteceu em 2020 ficará em 2020. Pelo visto é pouco provável que essa história seja solucionada em 90 dias. Muita coisa ainda falta para que o homem entenda que a vida nos foi dada e que precisamos entendê-la e fazê-la valer a pena. E isso representa viver intensamente, amar ao próximo, ajudar a quem precisa, cuidar da natureza e de quem precisa ser cuidado.

Aos governantes é esperado responsabilidade, dignidade, respeito e honestidade. O problema é que a nuvem chegou e não deu tempo de abrir o guarda-chuva e todos acabaram se molhando. O que esperamos agora é que assim como Noé, alguém possa construir a nova Arca e nela salve quem precisa ser salvo. O importante é não perder a fé.

Por

Jornalista e comentarista esportivo. Moro em Niterói há 22 anos. Fã de cultura e esportes. Ex-editor em jornais na cidade do Rio de Janeiro. Atualmente me dedico à interatividade cultural. Acredito na importância da divulgação por todos os meios da cultura nesse país.

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