Não haverá guerra na Coreia do Norte

O presidente americano Donald Trump afirmou em entrevista coletiva, na Ásia que o tempo de paciência estratégica acabou com a Coreia do Norte. Já o presidente chinês, declarou que um novo teste com mísseis significará guerra

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Em meio à crescente expectativa de guerra, o presidente norte-americano, Donald Trump, iniciou na semana passada uma série de visitas à Ásia. Na coletiva de imprensa, ele afirmou  que “o tempo de paciência estratégica acabou”. O presidente chinês, Xi Jiping, após o último teste balístico da Coreia do Norte, declarou que “um novo teste com mísseis significará guerra”.

Recentemente, o serviço de espionagem da Coreia do Sul anunciou que encontrou indícios de que a Coreia do Norte possa estar preparando um novo teste. Nestas condições, seria mesmo seguro viajar para um lugar que está na iminência de uma guerra nuclear?

Yonho Kim, pesquisador do US-Korea Institute at Johns Hopkins SAIS em Whashington, EUA, reconhece que a tensão é alta a todo instante. “ Especialmente quando se tem a Coreia do Norte determinada a completar seu programa nuclear e o presidente dos EUA engajado em pressionar e fazer exercícios militares como contramedida às provocações da Coreia do Norte”. Mas ele afirma que,  os maiores “jogadores” na região têm grandes interesses em paz e estabilidade, e que deve-se ter cuidado para evitar ações que levem à guerra e não ao diálogo.

Chances de guerra

Para Sang Woo Lim, conselheiro de política da embaixada da Coreia no Brasil, a mídia faz parecer que o problema é maior do que é realmente e  que a chance de haver uma guerra com na Coreia do Norte é de zero por cento. Segundo ele, a aliança militar entre Coreia do Sul e EUA é muito superior à da Coreia do Norte e impede que Kim Jong-un saia do campo das provocações e inicie uma guerra efetivamente. Ele afirma ainda, que as tais provocações norte-coreanas ocorrem desde a Guerra da Coreia, mas os sul-coreanos estão acostumados e as tomam com desdém.

Quando perguntado sobre o papel da China na questão, Lim diz que é o último país do mundo interessado numa guerra na região, porque isto afetaria seus planos de estabilidade. Diante da persistência para manter o programa nuclear de Pyongyang e a determinação norte-americana para encerrá-lo, o conselheiro explica que é difícil resolver esse impasse imediatamente, mas que “seguindo um passo de cada vez, a Coreia do Norte será desnuclearizada”.

 

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