“Não há de serenata, dias melhores violão”

Dia cinzento, noite nebulosa, a perspectiva do amanhecer se torna uma verdadeira loteria. O que podemos fazer para que tudo isso não acabe sem antes ter tido a chance de lutar?

Estamos vivendo num mundo de incertezas e mirabolantes aventuras. Ora nos vemos vítimas, ora somos os vilões. Às vezes nos sentimos parasitas e outras heróis. Que mundo é esse? Loucura! Se puxamos o coro para gritar algo, somos taxados, se ficamos mudos, como outrora foi o cinema, somos execrados. Enfim, bem vindo à natureza humana no terceiro milênio.

Quando pensamos que com a globalização e a liberdade de expressão, nós, seres humanos, teríamos atingido o ápice do entendimento e da comunicação, eis que tudo não passava de um subterfúgio para o retrógrado da linguagem. Hoje não podemos mais expressar nossos pontos de vista ou mesmo nossas sensações que somos alfinetados ou mesmo ultrajados em nossa moral.

Com a globalização os homens se tornaram mais extremistas

Acho que a culpa disso tudo foi o excesso de informação. Mas eu queria a informação como ela nos possibilita hoje o entendimento das coisas. Por que então essa contraditória manifestação? Não sei explicar, só sei que nada é capaz de pôr um limite no ilimitado senso crítico do homem do terceiro milênio.

Viagens interplanetárias a caminho de nossos olhos e embaixo de nosso queixos, apenas lugares comuns onde o irremediável não consegue paz. É luta contra isso, é guerra contra aquilo. É branco, preto e amarelo se espalhando num movimento constante de segregação humana. Isso mesmo, humana ao ponto de em alguns casos acharmos que o holocausto ainda não terminou.

Diante de tudo isso o que nos resta é aventurar pelas sinuosas curvas do globo terrestre em busca de algum sinal que nos traga a esperança de que dias melhores “violão” ao som de guitarras e baixos capazes de criar a música inspiradora da humanidade. Que venham com as trombetas dos anjos e que a paz se perpetue no coração de todos.

Buscamos a serenidade para o entendimento real e absoluto

Estamos na semana em que comemora o Dia da Terra. Nada mais justo que nos juntarmos para abraçar a mãe natureza e a libertar das garras dos malfeitores que só fazem acelerar o processo de extinção. Quando digo extinção, me refiro a geral, do planeta e nossa. Portanto, é chegada a hora de levantarmos da cadeira e partirmos para a virada de mesa. Vamos lutar contra quem nos quer vencidos. O sonho ainda não acabou!

Por

alexandre.mauro@oestadorj.com.br

Jornalista e comentarista esportivo. Moro em Niterói há 22 anos. Fã de cultura e esportes. Ex-editor em jornais na cidade do Rio de Janeiro. Atualmente me dedico à interatividade cultural. Acredito na importância da divulgação por todos os meios da cultura nesse país.

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