Música é o remédio da alma

Música eleva a alma, o coração e nos motiva. Nos faz chorar de tristeza e felicidade. Nos faz bem. E quem vive de música é a pessoa mais feliz do mundo, pois tem a essência da liberdade e alegria

Acordei com uma vontade de ouvir certa música, que mais parecia aquelas músicas chicletes, das que não saem de nossas cabeças. Os Djs costumam falar que são as “músicas farofas”. As mesmas que são garantias de pista cheia. A primeira coisa que fiz, foi tomar meu café e ir direto para o estúdio que montei em casa e buscar por ela. Ouvi umas quatro vezes e parece que fiquei saciado musicalmente.

Normalmente gosto de ouvir músicas mais antigas, pois ultimamente é difícil alguma canção me trazer emoção. Acredito que até 1998, as músicas eram mais elaboradas. Não digo letras inteligentes, não, digo o conjunto. Letra e melodia harmônicas e capazes de envolver mentes e corações. Tivemos décadas muito ricas no passado. Ora por apelo politico, ora por modismo cultural. O fato é que já não se faz música como antigamente.

Sei que gosto não se discute e que para cada música feita, existe um ouvido que a compra. Portanto, a musicalidade existe em cada um de nós, em uns mais aguçadas que em outros. As variações de gêneros nos permitem uma maior opção na hora escolha do estilo que mais nos agrada. O eclético é aquele que gosta de todos os ritmos ou quase todos. Parabéns! Você tem uma sensibilidade acima da média.

Se a música não sai da cabeça, do coração também já é refém

Me considero uma dessas pessoas, gosto de quase tudo. Penso que a boa música pode vir de qualquer lugar, desde que toque meu coração. Sensibilidade e emoção são requisitos básicos para que uma melodia marque seu espaço. As vezes uma frase, estrofe ou refrão são o suficientes para que a canção seja um sucesso. Quando ela atinge todos os requisitos citados, o sucesso é garantido. Agora, popularidade na música não quer dizer qualidade na obra.

Existem pessoas que são muito exigentes quanto a qualidade da música. Podem acreditar que quanto mais popular, menos qualidade. Não acredito nessa tese. Poderia citar aqui várias canções que se tornaram populares e que a qualidade literária e melódica não perderam seus status. Costumo dizer que quando isso acontece é sinal de que a mensagem atingiu seu objetivo: Chegar a mais cabeças pensantes que o esperado. Parabéns!

Rock, sertanejo, música popular brasileira, brega, rock nacional, sofrência, samba e pagode são alguns dos ritmos que ouvimos por aqui. Existe uma questão a ser resolvida: música popular brasileira não estaria englobando todos os ritmos citados acima? Pois é, também não entendo a separação ou discriminação cultural. O fato é que a nossa música tem variantes em vários outros caminhos. Se fizermos um estudo maior, ainda encontraremos outras vertentes. Talvez seja por isso que nossa música é uma das mais ricas do mundo. Uma das músicas mais regravadas e ouvidas pelo mundo.

É claro que podemos gostar de qualquer tipo de música e temos esse direito, mas não podemos esquecer que quanto mais ecléticos somos, mais propensos a absorver um certo tipo de “vírus” musical. E dependendo do tipo, poderemos sofrer de “crise de abstinência musical”, que nos deixará com amnésia de boas músicas. Isso pode acontecer nas melhores famílias. Ninguém está a salvo. Ou já teve ou terá. Portanto, curta tudo que seu coração sentir. A emoção é o que vale. Na vida, teremos momento para todas as musicalidades existentes. Cada uma a seu tempo nos dará ao longo da vida a experiência necessária para mais tarde descansarmos ouvindo o que realmente nos faz bem.

Por

alexandre.mauro@oestadorj.com.br

Jornalista e comentarista esportivo. Moro em Niterói há 22 anos. Fã de cultura e esportes. Ex-editor em jornais na cidade do Rio de Janeiro. Atualmente me dedico à interatividade cultural. Acredito na importância da divulgação por todos os meios da cultura nesse país.

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