Mundo atinge recorde de pessoas deslocadas dentro dos próprios países

No total, 59,1 milhões de pessoas viviam em condições de deslocamento no fim do ano passado, em comparação com 55 milhões de pessoas em 2020, mostrou o relatório anual

Em um mundo assolado por conflitos e desastres naturais, o número de pessoas que fugiram de suas casas e buscaram abrigo em seus próprios países atingiu o recorde de quase 60 milhões até o fim do ano passado, de acordo com novos dados.

Desastres, incluindo eventos climáticos como ciclones e inundações na Ásia, e conflitos prolongados em lugares como Síria, Afeganistão e Etiópia foram fatores por trás dos altos níveis de novos deslocamentos no ano passado, segundo o relatório compilado pelo Centro de Monitoramento de Deslocamentos Internos (IDMC, na sigla em inglês), com sede em Genebra.

“O mundo está desmoronando, muitos países estão desmoronando”, disse o secretário-geral do Conselho Norueguês de Refugiados, Jan Egeland, que criou o IDMC em 1998 para documentar pessoas deslocadas que, segundo ele, seriam “invisíveis” não fosse a iniciativa.

“2021 foi, como documentamos aqui, um ano muito sombrio, e 2022 está se tornando ainda pior”, afirmou Egeland, acrescentando que a guerra na Ucrânia levará a novo recorde neste ano.

No total, 59,1 milhões de pessoas viviam em condições de deslocamento no fim do ano passado, em comparação com 55 milhões de pessoas em 2020, mostrou o relatório anual. Os países com maior número de pessoas deslocadas foram Síria, República Democrática do Congo, Colômbia, Afeganistão e Iêmen.

O relatório não conta refugiados – pessoas que fogem para outros países — embora muitas vezes haja uma correlação entre tendências internas e transfronteiriças. Reuters

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