MPRJ e Polícia Civil realizam busca e apreensão na Prefeitura de Mesquita

O MPRJ também requereu a quebra de sigilo de dados dos bens apreendidos

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), e a Polícia Civil, por meio do Núcleo de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (NUCC-LD), e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) realizaram  a operação Templum, nesta terça-feira (11), para cumprir mandados de busca e apreensão na Prefeitura de Mesquita, na casa do ex-secretário de governo da Prefeitura, Bruno Daumas Ferreira dos Santos, na sede da empresa Nil Locações Ltda, e em outros três endereços. O MPRJ também requereu a quebra de sigilo de dados dos bens apreendidos.

De acordo com as investigações, Bruno Daumas Ferreira dos Santos manteve um esquema criminoso de fraude em licitações envolvendo a Prefeitura de Mesquita, tendo como “laranjas” Raphael Loureiro Souza, Marcelo dos Santos Simões e Tania Maria da Silva Souza – tia de Raphael. Osvaldo da Costa Silva, vulgo Ratinho – já falecido –, era o principal investigado nos autos em razão de sua relevância no esquema criminoso, pois era o verdadeiro responsável pelas empresas.

Bruno coordenava um esquema de rodízio de nomeações e exonerações de servidores para trabalharem com as empresas envolvidas nas fraudes. No diálogo capturado em interceptação telefônica Bruno negocia a nomeação de motoristas que não possuíam carteira de habilitação.

De acordo com as investigações do GAECO/MPRJ, os depoimentos colhidos nos autos apontam que os “laranjas” também se beneficiavam dos crimes. Em uma das conversas telefônicas interceptadas, Raphael informa a Tania que um depósito de R$ 10 mil havia sido feito em sua conta e diz  que, desse valor, R$ 5 mil eram da “primeira parcela daquele negócio”. O carro e a linha telefônica de Raphael também estão em nome da tia.

Marcelo dos Santos Simões era, na verdade, motorista de Osvaldo, e emprestou seu nome para abrir as empresas utilizadas para fraudar as licitações da Prefeitura. Em depoimento, Marcelo informou que não exercia a atividade empresarial, pois quem exercia de fato as funções de administrar as empresas era o próprio Osvaldo. Em diálogo interceptado Osvaldo e Marcelo trocam poucas palavras demonstrando cuidado ao falar ao telefone.

Na Prefeitura, o cumprimento dos mandados de busca e apreensão contou com a participação de analistas de controle externo do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).

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