Míssil norte-coreano cai a menos de 200 km da costa do Japão

Autoridades dos Estados Unidos disseram que pelo menos dois testes recentes, em 27 de fevereiro e 5 de março, apresentaram o maior sistema ICBM da Coreia do Norte até agora, o Hwasong-17

A Coreia do Norte disparou o que se acredita ser um míssil balístico intercontinental (ICBM) em direção ao mar nesta quinta-feira (24), disseram militares da Coreia do Sul e do Japão, no que seria o primeira lançamento desse tipo de projétil desde 2017.

Segundo a Guarda Costeira do Japão, o míssil caiu a 170 quilômetros a oeste de Aomori, no norte do país.

O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul disse ter detectado o lançamento de um “projétil não identificado” da Coreia do Norte, em uma trajetória “elevada” no espaço, informou a agência de notícias Yonhap. O Ministério da Defesa da Coreia do Sul não confirmou imediatamente se o teste envolveu um ICBM.

Em 16 de março, a Coreia do Norte lançou um míssil suspeito que parecia explodir logo após a decolagem sobre Pyongyang, disseram militares da Coreia do Sul, em meio a relatos de que o Norte, com armas nucleares, estava tentando testar seu maior míssil até agora.

Autoridades dos Estados Unidos disseram que pelo menos dois testes recentes, em 27 de fevereiro e 5 de março, apresentaram o maior sistema ICBM da Coreia do Norte até agora, o Hwasong-17.

“O objetivo desses testes, que não demonstraram o alcance do ICBM, era provavelmente avaliar esse novo sistema antes de realizar um teste de alcance total no futuro, potencialmente disfarçado como um lançamento espacial”, disse um funcionário americano na época.

Pyongyang não informou o sistema de mísseis usado nesses lançamentos, mas disse que estava testando componentes para um sistema de satélite de reconhecimento. O líder Kim Jong Un disse este mês que a Coreia do Norte lançará em breve vários satélites para monitorar os movimentos militares dos EUA e seus aliados.

O lançamento desta quinta seria o 13º de míssil balístico disparado pela Coreia do Norte neste ano, uma frequência sem precedentes que atraiu a atenção dos Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão.

‘Ato de violência inaceitável’

O lançamento foi considerado um “ato de violência inaceitável” pelo primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida.

Kishida, que está em Bruxelas para a cúpula do G7, disse que gostaria de confirmar a cooperação em relação à ação da Coreia do Norte na reunião, acrescentando que a tecnologia de mísseis da Coreia do Norte está melhorando.

Autoridades de alto escalão em Seul e Tóquio condenaram o lançamento da Coreia do Norte do que disseram ser um míssil balístico intercontinental na quinta-feira. CNN

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