Meu relógio biológico anual chegando ao fim

Acho que já falei isso aqui na coluna, mas hoje sinto na pele. O ano está acabando! Parece que foi ontem que escrevi aqui: “Feliz 2019”! E já estamos começando a fazer planos para 2020. E, se for analisar em como foi este ano, com certeza, não vejo a hora dele acabar. Foi um ano muito ruim em todos os aspectos.

Muita gente importante nos deixou, e no meu caso, uma perda irreparável. Mas vida que segue, 2019 está sendo um dos piores anos dos últimos tempos. E acho que ninguém esperava por tanto.

Começamos o ano com a esperança que a política ia embalar e nos dar uma perspectiva de vida melhor, até agora nada.

Bem verdade que muita gente torce contra, mas sempre foi assim e sempre será. Teve gente torcendo pelo azul e outros pelo rosa, mas ambos vestem a mesma camisa. Tragédias como a de Brumadinho e do CT do Ninho do Urubu não foram capazes de unir o país e sim dividi-lo. Parece que virou uma característica do brasileiro, antes de nos solidarizarmos, culpemos alguém ou que tal brincar com a dor alheia? Isso é muito triste, pois percebe-se que não existe mais um povo brasileiro e sim bandos ideológicos querendo se impor a qualquer custo.

Isso não é uma retrospectiva e sim uma forma que encontrei para dizer, caramba, o ano está acabando. E o que fizemos? Ou não fizemos? Resta saber se teremos outra chance. A verdade é que o mundo ficou muito mais triste a partir desse ano. O ano que eu gostaria que não tivesse existido. Muitas amizades foram desfeitas por contas ideológicas e radicais. Certo ou errado? Vai saber. Torço por um Brasil capaz de sair dessa areia movediça e aposto no governo para tal façanha.

Muitos sabem que não votei no atual presidente e tenho algumas ressalvas à sua conduta, mas acho que temos que apoiar e respeitar um presidente eleito pelo povo legitimamente. Discórdias sempre haverão, mas o respeito por opiniões deve sempre prevalecer.

Bem, estou chegando ao fim desta coluna de hoje torcendo para que o ano acabe logo e nos permita sonhar com dias melhores. Como um amante da boa música que sou, vou finalizar com uma brincadeira que me acompanha desde a infância, quando ouvi pela primeira vez. “Não há de serenata, dias melhores violão”.

Por

alexandre.mauro@oestadorj.com.br

Jornalista e comentarista esportivo. Moro em Niterói há 22 anos. Fã de cultura e esportes. Ex-editor em jornais na cidade do Rio de Janeiro. Atualmente me dedico à interatividade cultural. Acredito na importância da divulgação por todos os meios da cultura nesse país.

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