Livro fala sobre o assassinato da Vereadora Marielle Franco, no Rio

A obra também aborda sobre o racismo, feminicidio e homofobia no Brasil e no mundo

O escritor curitibano Peterson Silva com parceria de uma das maiores editoras europeias em Portugal,  lança do seu primeiro livro no Brasil; “A Cor do Preconceito”. A parceria ocorreu no início de março de 2018, e foi finalizada em dezembro de mesmo ano. O lançamento ocorreu no dia 14, no MAE, em Paranaguá, no Paraná, e o livro já se encontra disponível em todo o Brasil e Portugal.

Peterson relata de ter ficado muito surpreso com a aceitação da obra em tão pouco tempo, dentro e fora do Brasil,  ao finalizar seu projeto e enviado convites as maiores editoras de livros no Brasil e na Europa e Estados Unidos. Foram seis editoras escolhidas e  todos os seis convites foram aceitos em menos de quinze dias.

“No Brasil é muito difícil ter uma resposta assim tão rápida para propostas de contrato divulgação e lançamento de escritores iniciantes no mercado da literatura”, desabafou ele.

“A Cor do Preconceito” tem chamado muito a atenção de jornalistas e intelectuais do meio literário, a aceitação tem sido muito positiva, a obra se propõe a debater e colocar em pauta temas que estão diretamente ligados a sociedade e aos direitos humanos.

Marielle Franco e preconceitos

O livro trata de forma direta sobre o brutal assassinato da vereadora Marielle Franco e Anderson Gomes no Rio de Janeiro que ocorreu em 14 de março de 2018, coloca para toda a sociedade e para o poder público e para a justiça assuntos debatidos depois do assassinato da vereadora do PSOL. Comenta sobre as lutas de Marielle Franco a favor das classes periféricas. Fala de direitos adquiridos das mulheres negras no mercado de trabalho. Debate o respeito e a luta pelos direitos das classes LGBT. Trata de temas sobre a violência sexual infantil e violência sexual contra as mulheres feminicídio, homofobia e a luta pela preservação dos direitos humanos.

O livro também trata do preconceito em geral no Brasil e no mundo. Aborda sobre racismo fala abertamente sobre a homofobia de uma forma mais dinâmica e transparente. Alerta a sociedade para os riscos do mau uso das redes sociais. Comenta sobre as lutas de grandes personalidades mundiais que mudaram o mundo para um melhor entendimento sobre liberdade e respeito para com o próximo.

“Precisei trabalhar no livro com grandes exemplos de vida que agregaram ao mundo valores éticos e morais, pessoas especiais como Martin Luther King, Malala Yousafzai, irmã Dulce, madre Tereza de Calcutá, Rose Parks entre outros”, disse.

O escritor não esconde a sua alegria em ter sido selecionado entre tantos outros escritores iniciantes aqui no Brasil para mostrar a sua obra ao mundo todo, ele acrescenta que foi um ano de muito trabalho duro, pesquisas e estudos de vários temas polêmicos que precisavam ser colocados em pauta de uma forma mais clara e direta a toda a sociedade, assuntos que retratam o cotidiano social urbano, político e democrático ao qual o nosso país vem passando.

O livro teve grandes elogios por parte das editoras convidadas, o escritor depois de avaliar os convites enviados aceitou o convite da editora Chiado Books uma das maiores editoras e mais conhecida da Europa em Portugal com mais de dez anos no mercado e que abre aos novos escritores brasileiros a possibilidade de ingressar com mais chances na area da literatura. Foi levado em conta a proximidade dos dois países e a língua falada. A editora trabalha com escritores contemporâneos portugueses e brasileiros, contando com representação nos maiores e mais importantes mercados da literatura no mundo e com representação em São Paulo Brasil.

Peterson Silva, comenta que um dos seus maiores sonhos é ver “A Cor do Preconceito” chegar em breve a toda a Europa.

“Agradeço a Deus pela oportunidade de poder levar luz esperança e diminuir o preconceito e a violência ao redor do mundo todo. Tratar dos direitos humanos é um dever de todo o cidadão independente de nacionalidade ou língua. Precisamos levar a mulher seja ela de que raça for a ser valorizada como mulher em todas as áreas. O palco do debate está agora preparado e esperando para ser representado pelo sexo feminino de forma a somar às suas lutas e conquistas para a igualdade de direitos. Todos juntos somos mais fortes e podemos fazer a diferença nas nossas futuras lutas por direitos iguais. “A Cor do Preconceito”, sobrevive mais forte hoje nos sonhos daqueles que lutaram e lutam por um mundo melhor. Obrigado a todos que acreditaram e lutaram comigo para que o sonho se tornasse realidade”, finaliza o escritor.

Por

Webjornal O Estado RJ > No ar desde 28/05/2007 > Promovemos o Projeto Futuro Jornalista.

Comentários estão fechados.

http://api.clevernt.com/0d18126b-b33f-11e7-bb95-f213f22ad24e