Lições de Guerra

Desafios não param de chegar e nós aos poucos vamos superando cada um deles. A guerra não se vence em uma batalha, mas sim em uma estratégia que nos leva a grande batalha. Ao grande final que todos estão esperando.

O ano já começou e os desafios já começam a nos deixar de cabelos em pé (quem os tem, é claro), pois são os mesmos de 2020. Como viver num mundo novo? Como superar e aniquilar o vírus que até agora nos vez sofrer e ver nossos parentes e amigos sucumbirem a ele? Como falei na última coluna de 2020, o ano para esquecermos definitivamente. Não que com isso esqueçamos as perdas que tivemos, não, mas o que ele nos trouxe e nos tirou.

2021 já começa com a certeza de que teremos a vacina em breve. A verdade é que muitas pessoas não acreditam que no primeiro momento ela virá como a verdadeira salvação! A cura contra A COVID-19. E estão certos. Eu também acredito que se a primeiro momento ela desestabilizar o vírus, enfraquecê-lo, fazer com que nosso organismo se torne mais resistente e, com isso, superarmos e vencermos a batalha sem perdas de vidas, ela já terá servido ao propósito.

A eficácia total pode demorar um pouco, pois existem cepas do vírus espalhadas por aí e isso demanda tempo para que um antídoto se torne 100% resistente. Mas como disse, se nos fortalecer e nos ajudar a neutralizar o corona já nos fará um bem enorme. É assim que temos que pensar, que com os cuidados que temos hoje (ou deveríamos ter) aliado à vacina, podemos sim, vencer a guerra. A guerra pode levar algum tempo, mas se fizermos o dever de casa, provavelmente passaremos por 2021 mais certos da vitória.

Depois da proteção, vem a solidão, mas com o prazer do dever cumprido

Meu amigo Juarez Botelho me disse outro dia que continua se cuidando e não abre mão da máscara. Disse também que não tem saído de casa e ultimamente nem bebido seu uísque ou mesmo a velha cerveja estupidamente gelada. E o motivo é a possibilidade de baixar a guarda (imunidade). Como um verdadeiro soldado no front, ele está atento a tudo. E não pude deixar de perguntar sobre o tal homem da capa de chuva, vizinho de sua mãe. E, para meu espanto, ele disse o seguinte – “Você sabia que ele deixou de usar a capa e a máscara para transitar em seu condomínio? Ele agora vai buscar correspondências e compras sem a capa, apenas com a máscara.”

Achei interessante essa mudança de postura do “homem da capa de chuva”. Agora o que me intriga é não saber o porquê dessa mudança. Será que ele já não acha o vírus tão contagioso? Ou simplesmente está otimista quanto à proximidade da vacinação? Na verdade talvez nunca saberemos. O fato é que até ele já começou a fazer a mudança para 2021. O certo é que com capa ou sem capa ele se tornou um personagem de 2020. Me passou agora pela cabeça uma ideia do que pode ter feito ele não usar mais a capa de chuva, a possibilidade de a própria ter se deteriorado diante de tanta higienização. Fica a possibilidade real e imediata do fim da capa.

Por

alexandre.mauro@oestadorj.com.br

Jornalista e comentarista esportivo. Moro em Niterói há 22 anos. Fã de cultura e esportes. Ex-editor em jornais na cidade do Rio de Janeiro. Atualmente me dedico à interatividade cultural. Acredito na importância da divulgação por todos os meios da cultura nesse país.

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