Kremlin diz que fala de Biden sobre Putin é alarmante

A Casa Branca tentou esclarecer as observações de Biden, e o próprio presidente disse nesse domingo que não estava pedindo uma mudança de regime

O Kremlin disse nesta segunda-feira (28) que a afirmação do presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden, de que Vladimir Putin não poderia permanecer no poder é motivo de alarme, em resposta ponderada a um apelo público dos EUA pelo fim do regime de 22 anos de Putin.

“Pelo amor de Deus, este homem não pode permanecer no poder”, disse Biden no sábado (26), ao final de discurso para uma multidão em Varsóvia.

Ele descreveu a invasão russa da Ucrânia como batalha em um conflito muito mais amplo entre democracia e autocracia.

A Casa Branca tentou esclarecer as observações de Biden, e o próprio presidente disse nesse domingo que não estava pedindo uma mudança de regime.

Perguntado sobre o comentário de Biden, que teve pouca cobertura na televisão estatal russa, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse:

“Esta é uma declaração que certamente é alarmante”.

“Continuaremos acompanhando as declarações do presidente dos EUA da maneira mais atenta possível”, disse Peskov a repórteres.

Putin tem servido como líder supremo da Rússia desde que Boris Yeltsin renunciou em 1999. O Kremlin diz que Putin é um presidente eleito democraticamente e que o povo russo – em vez dos Estados Unidos – é quem decide quem lidera o país.

A fala de Biden pode alimentar as acusações de autoridades russas de que os Estados Unidos estão interessados em derrubar Putin.

O ex-presidente russo Dmitry Medvedev afirmou que Washington quer destruir a Rússia, e o chefe do Conselho de Segurança da Rússia, Nikolai Patrushev, afirmou que os EUA procuram provocar uma “revolução colorida” como as da Geórgia, Ucrânia e outros Estados pós-soviéticos.

Para Putin,  a “operação militar especial” da Rússia na Ucrânia foi necessária porque os Estados Unidos estavam usando o país para ameaçar a Rússia e que Moscou teve que se defender contra a perseguição.

A Ucrânia rejeita as alegações de perseguição como pretexto infundado para a invasão.

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