jun – jul – … – set – out …

Olhei na minha agenda e percebi que estamos chegando ao fim de julho e agosto já pede passagem. Me assustei, pois desde pequeno, aprendi que agosto traz mau olhado, agouro e tristeza. Como fazer para que ele passe despercebido? Será que tem alguma regra para isso?

Julho está acabando e com ele também se vai o primeiro mês do segundo semestre. Estranho é que o primeiro mês do quarto bimestre do ano é considerado o mês do desgosto. Nunca acreditei nisso. Mas de uns tempos pra cá, já comecei e rever minha opinião. Afinal, já tivemos tragédias e eventos que marcaram negativamente os 31 dias que estão chegando.

Vamos viajar até o ano de 1954, e não podemos deixar de lembrar a morte do presidente Getúlio Vargas, que se suicidou em pleno exercício do cargo. No ano seguinte, um acidente aéreo levou Carmem Miranda. Essa primeira viagem não foi muito boa. Acho que o tema não foi interessante, mas já que comecei, acho que devo seguir adiante. Muita gente tem superstição, mas não gosta de dizer que é supersticiosa. É engraçado conversar com gente que diz que isso é bobagem, mas quando passa na frente de uma escada, jamais passa embaixo dela.

Gato preto é um sinônimo de azar, será? Coitado dos bichanos que não tiveram a sorte de nascer de outra cor. O fato é que muita gente quando vê um gato preto evita passar perto. Dizem que pode trazer maus presságios. Imagina. Por quê? Juro que não consigo associar. “Quando se olha na noite escura um gato preto, só se enxerga os olhos e isso assusta demais”, certa vez um amigo me confidenciou. Existem ervas, banhos espirituais, alecrim, guiné, manjericão, etc. Tudo para espantar o mau olhado.

Mas não é que as tragédias não param de acontecer em agosto? Quem lembra o avião do então candidato à presidência, Eduardo campos (PSDB), que caiu o vitimando, junto com mais seis pessoas. Olha agosto aí de novo. Entrando nessa seara, podemos voltar um pouco mais no tempo e ir para 1914, dia 1º de agosto, início da primeira guerra mundial, onde morreram milhares de pessoas. Em 1945, uma das maiores barbáries contra a humanidade se deu. Nos dias 6 e 9 de agosto, Hiroshima e Nagasaki foram destruídas por bombas atômicas. Melhor deixarmos quieto esse momento de nossa civilização, pois só de pensar me faz mal.

Nunca é demais levar um desses durante esses tempos sombrios de agosto

Agosto, mês do desgosto. Quem nunca ouviu essa frase? Todo ano esperamos que esse mês passe como um furacão, mas sem deixar vítimas. Difícil, mas não custa nada tentar. Em 1977, quem não lembra do dia 17? Isso mesmo, Elvis nos deixou, depois de um colapso fulminante. Há quem diga que não passou de marketing, pois para muitas pessoas, Elvis não morreu! Em 31 de agosto de 1997, Lady Di morreu após ser perseguida por paparazzi.

Outro momento que nos deixou assustados com o planeta foi em 28 de agosto de 2005, quando Nova Orleans (Louisiana-EUA) foi atingido pelo furacão Katrina. Mais de 1.800 pessoas morreram e bilhões de dólares de prejuízo. Foi o 3º furacão mais mortífero e destrutivo a passar pelo território americano. Recentemente, em 17 de agosto de 2017, tivemos um atentado na Catalunha que vitimou 14 pessoas. São tantas as tragédias nesse mês que eu começo a ficar preocupado antes mesmo dele começar. E para finalizar, estudos recentes confirmam que o primeiro caso de Covid-19 na China pode ter sido em agosto e não em dezembro como imaginávamos.

Depois de tudo isso, espero que nesse ano, o mês de agosto nos dê uma trégua e que nos deixe em paz. Que passe despercebido e ligeiro. Que traga calor e muito amor. Que sirva de inspiração e respiração. Que se imagine dias florais e noites suaves. Que leve vida aos cantos onde se precisa. Que permita vida em todos os lares. Que traga fé, esperança e faça brilhar a nossa estrela. Que seja apenas… mês.

Por

alexandre.mauro@oestadorj.com.br

Jornalista e comentarista esportivo. Moro em Niterói há 22 anos. Fã de cultura e esportes. Ex-editor em jornais na cidade do Rio de Janeiro. Atualmente me dedico à interatividade cultural. Acredito na importância da divulgação por todos os meios da cultura nesse país.

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