Jovens brasileiros enfrentam mercado hostil

A insuficiente oferta de postos de trabalhos deixam jovens desanimados. Os adultos com idade entre 18 a 24 anos são os mais prejudicados

A crise econômica vivida pelo país prejudica a inserção de jovens no mercado de trabalho. De acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)  cerca de 11 milhões de brasileiros estão desempregados. Entre os jovens os números são ainda mais expressivos,  o índice atingiu 24,1%  para adultos com idades entre 18 a 24 anos.  O gráfico abaixo revela o estudo da pesquisa nas demais faixas etárias:

materia Eloiza
Em meio a este contexto os jovens têm suas expectativas frustadas.  É o que afirma Samuel Pereira, 27, que há  sete meses está em busca de oportunidade na área de vendas.   “Envio currículos, já fui em algumas agências de recrutamento de trabalhadores e cheguei a realizar algumas entrevistas, mas nada até agora”, diz o jovem.

A psicóloga  especialista em recrutamento de pessoas, Adriana Mendes, esclarece que em tempos de crise é preciso se especializar, procurar cursos de aperfeiçoamento, investir em idiomas e conhecimento em informática.   Segundo ela , o grau de qualificações auxilia a se destacar em relação aos outros candidatos.

As reclamações sobre a pouca disponibilidade de vagas também são comuns entre os recém-formados.  Marcela Silva  concluiu o curso de relações públicas há um ano e  dois meses e até o momento não foi efetivada. ” Me preparei durante o curso, fiz estágios, cursos, participei de palestras, fóruns possuo inglês avançado e mesmo assim encontro dificuldades para exercer a profissão que escolhi” ressalta.

A  bacharel em relação pública garante estar bastante desconfiada e pessimista com a reação do mercado, e se não conseguir obter algum êxito durante os próximos meses irá migrar para outros segmentos. Ela afirma estar disposta  a aceitar trabalhos que exijam nível de escolaridade inferior.

A psicóloga   Adriana Mendes diz que é preciso se candidatar a vagas que estão incluídas no seu perfil e os recém-formados como Marcela podem optar pelos programas de trainee, também a concursos públicos e freelances que  geram renda e atribuem experiência no currículo. Outra dica é aumentar sua rede de contatos com intuito de visualizar o maior número de ofertas de emprego e observar novas tendências de mercado, inovação e criatividade são características importantes  em todas as áreas.

Empreendedorismo para driblar a crise

Procurando driblar a crise muitos jovens abrem seu próprio negócio. A Confederação Nacional dos Jovens Empresários (CONAJE), traçou um perfil dos empreendedores, a maioria pertence ao sexo masculino e tem de 26 a 30 anos, possui superior completo, prefere se inserir em áreas que envolvem serviços e utilizam as redes sociais para ampliarem, ofertarem e divulgarem suas ações.

O estudo evidência que a principal dificuldade para iniciar o negócio é a falta de recursos financeiros. Nesse caso os futuros empresários podem recorrer a microcrédito assegurado pelo governo e criar uma startup que procure investidores anjos que estejam disposto a correr o risco e apostar na sua ideia.

 

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