Jones e Gustafsson estrelam a luta do ano no UFC

 

Extasiados, esta é a melhor palavra para descrever o sentimento dos milhões de telespectadores da luta entre o americano Jon Jones e o sueco Alexander Gustafsson. O que dizer então das cerca de 20 mil pessoas que presenciaram o duelo principal do UFC 165 no Air Canada Center, em Toronto (CAN), na noite do último sábado? Em sua sexta defesa de cinturão dos meio-pesados (até 93 kg), o estadunidense penou para vencer o guerreiro europeu, que vendeu caro o resultado em um embate emocionante e imprevisível, digno dos filmes de Rocky Balboa e Cia. Em decisão unânime dos juízes, por três rounds a dois, Bones garantiu a permanência do cinturão, mas quem poderia contestar o resultado caso o desafiante fosse o escolhido pelos árbitros? Aquém de seu melhor condicionamento físico, fato visível na luta, o campeão assumiu, ainda no octógono, ter sido a luta mais dura de sua carreira.

“Esta noite foi chocante em todos os sentidos. Eu não estou satisfeito com o jogo que eu fiz”, disse. Pouco depois, Jon utilizou o seu perfil no microblog Twitter para expressar o aprendizado que uma vitória tão apertada o proporcionou.

“Esta luta era exatamente o que eu precisava. Me senti um pouco fora do meu jogo na luta, mas aprendi muito sobre mim mesmo e prometo voltar melhor”, publicou.

E não é por menos já que Gustafsson foi o primeiro oponente a apresentar a Jones o gosto amargo do sangue em uma luta, além do inédito fato de conseguir uma queda e garantir pontos no ground and pound, sobre o americano, logo no primeiro round,  vencido pelo sueco. Mordido, Jones ganhou o segundo.

Nos rounds subsequentes, o sueco desfilou o seu afiado boxe contra um irreconhecível Jones, sem sua marcante agressividade. Levou o terceiro round para a gélida Suécia e levaria o quarto se de repente,  não mais que de repente, Jones não tivesse apresentado o golpe que mais lhe garantiu cinturões: a cotovelada, giratória e certeira.

Golpeado no alto da cabeça,  Gustafsson ficou tonto e Jones só não o nocauteou porque faltou braço. Luta empatada. No quinto e decisivo round, o que se viu foram dois gigantes,  exaustos, duelando pela vida e, naquele momento em que os melhores se destacam dos outros lutadores, Jones foi mais agressivo e conseguiu aplicar uma queda, garantindo o recorde de defesas de título em sua categoria.

Aos 26 anos e com 19 vitórias em seu cartel, o americano experimentou sua vitória mais suada e descobriu a importância de se reinventar para continuar no topo. Já o sueco, com a mesma idade, mas com 15 vitórias e duas derrotas no currículo, mostrou que aliando condicionamento físico, técnica e estratégia, até os grandes podem ser batidos. Após a luta, ainda no octógono, Gustafsson recebeu elogios entusiasmados do todo poderoso Dana White, enquanto, em coletiva, Jones não descartou um novo duelo. Agora é só aguardar a revanche.

 

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