Jatos chineses estão atrapalhando voos para supervisão da Coreia do Norte

As aeronaves chinesas às vezes chegavam tão perto que sua tripulação era “muito claramente visível” para o pessoal do avião canadense, disse Le Bouthillier

Aviões de vigilância canadenses que ajudam a impor sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) à Coreia do Norte estão sendo repetidamente interceptados por jatos chineses que voam tão perto que suas tripulações podem se ver, alegaram militares do Canadá.

Em alguns casos, os aviões de guerra chineses chegaram tão perto que as aeronaves canadenses tiveram que mudar de rumo para evitar uma colisão, disseram as Forças Armadas do Canadá na quarta-feira (1).

“Nessas interações, as aeronaves da PLAAF (Força Aérea do Exército de Libertação Popular) não aderiram às normas internacionais de segurança aérea. Essas interações não são profissionais e/ou colocam em risco a segurança de nosso pessoal da RCAF (Força Aérea Real Canadense)”, disse Dan Le Bouthillier, chefe de relações com a mídia das Forças Armadas do Canadá.

O Canadá alega que os supostos encontros ocorreram no espaço aéreo internacional durante a iteração mais recente da Operação NEON, a contribuição do Canadá para impor sanções à Coreia do Norte. Não deu datas específicas, mas disse que os encontros são cada vez mais frequentes.

As aeronaves chinesas às vezes chegavam tão perto que sua tripulação era “muito claramente visível” para o pessoal do avião canadense, disse Le Bouthillier.

A aeronave canadense envolvida era um avião de patrulha de longo alcance CP-140 Aurora operando a partir da Base Aérea de Kadena, no Japão. Le Bouthillier disse que o avião saiu da base de Okinawa de 26 de abril a 26 de maio.

O Canadá abordou o assunto com Pequim por meio de canais diplomáticos, disse Le Bouthillier.

Os voos canadenses sob a Operação NEON buscam “suspeitas atividades de evasão de sanções marítimas, em particular transferências de navio para navio de combustível e outras mercadorias proibidas pelas Resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas”, disse Le Bouthillier.

“Essas sanções, impostas entre 2006 e 2017, visam pressionar a Coreia do Norte a abandonar seus programas de armas de destruição em massa e responder aos testes de armas nucleares norte-coreanas e lançamentos de mísseis balísticos.”

Os supostos incidentes não seriam os primeiros encontros tensos entre embarcações militares chinesas e canadenses.

Em 2019, dois caças chineses sobrevoaram um navio de guerra canadense no Mar da China Oriental, no que a mídia chinesa chamou de “recepção calorosa”.

O incidente entre a fragata HMCS Regina e dois caças Su-30 chineses ocorreu enquanto o navio estava em águas internacionais ao largo de Xangai, com os caças chegando a 300 metros da proa dos navios de guerra canadenses, de acordo com relatos da época.

Houve outros encontros próximos entre aviões de guerra chineses e estrangeiros ao longo dos anos.

O pior deles ocorreu em 2001, quando um caça chinês colidiu com um avião de reconhecimento da Marinha dos EUA sobre o Mar do Sul da China.

Nesse caso, o piloto do caça F-8 chinês foi morto e o avião dos EUA teve que fazer um pouso de emergência na ilha chinesa de Hainan. Os 24 tripulantes dos EUA foram mantidos na ilha chinesa por 11 dias antes de sua libertação. CNN

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